quinta-feira, janeiro 15, 2009

Israel, Mano Bin e a verdadeira esquerda do mundo "democrático"

Você já viu o mapa de Israel? Pois como será possível o pop star negro pálido segurar o rojão? Pedirá ele à Madnona, Elton John e seus amigos fazerem um show beneficente na Palestina, ou quem sabe na Jordânia? Em gaza te garanto que ele não topa.

Em meio a tantas perguntas, a que eu sempre fiz assertivamente e nunca me respondem com apenas três letras é: Se o Estado de Israel foi criado pela tal ONU no meio de outro país, isso não é um território invadido? A história recente sempre mostra que ninguém no Oriente Médio é amigo de Israel, e sim amigo da fábrica de armas deles, e dadas as circunstancias, até a Palestina (ou o que resta dela) é capaz de fazer as pazes se precisar de armas pra pagar fiado.

A barbárie militar choca? Pois a idiotice diplomática me insulta ainda mais. É duro imaginar que nos ultimos milênios os Judeus são sempre os coitadinhos. Não faço aqui referência às vítimas do holocausto, nem ao controle da mídia imposta desde que existe TV à cores, muito menos aos premios Oscar ganhos pelo Spielberg.

E a ultima aparição do Mano Bin no meio da baderna?? Diz a mídia gorda viciada mal traduzida, que o cara convocou o povo árabe pra um Jihad contra os Filhos de Moises. A palavra que ecoaria na cabeça de um comum telespectador seria: "-FUDEU!!!"
Aliás, seguindo essa tática, a mesma de sempre, a do medo, lembre-se de não comprar nada pra que a crise economica aumente e assim justificar mais guerras pelo globo à fora.

Pra quem não sabe, eu acho que o Bin Laden é o maior personagem de guerra de hollywood depois do Rambo. A diferença é que nos filmes do Rambo o ator, o pente da metranca e sua faixinha de cabelo são sempre os mesmos. Mano Bin, reapelidado por mim mesmo, seria o meu personagem preferido das minhas paranóias bélicas civis da terra brasilis dos dias de hoje, ele seria o louco líder do levante periférico contra essa baboseira de ostentação dos mequetrefes que lapidam a riqueza gerada pelo povão desinformado do futebol, carnaval e bunda. O Mano Bin, dentro da minha fértil imaginação, traja bombeta no lugar do turbante, suas roupas também são largas mas seguem o "estilo favela", bombo-jaco e muita ginga. Sua legião de loucos é infinita e o dialeto é próprio tá ligado?!

Hamas ? IRA? Hizbollah? Tigres Tâmeis? Chavismo? Sendero Luminoso? Zapatismo? Tupac Amaru? Organização Revolucionária 17 de Novembro? Grupos separatistas chechenos? Al Jihad? Fatah ? ETA? Farc? PCC? Cufa? MST? Via Campesina? Conlutas? CV? 3C? Jihad Islâmico ?

Eis a verdadeira esquerda atuante neste mundo, o resto é engodo da tal democracia burguesa corrompida.

Poderia citar mais alguns grupos rebeldes (denominados TERRORISTAS pela nomenclatura da midia gorda). É muito fácil ignorá-los e até condená-los, e com o mesmo gesto ignorar suas respectivas histórias e reivindicações e até condenar a própria inteligência humana ao acreditar em tudo o que a caixa de luz colorida te diz, mesmo que ela seja fina e Full HD, afinal ver de camarote não dói.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Como ganhar a eleição em 2010 ?

Como democracia pra mim é insulto à inteligência de um pobre girino, prefiro me divertir com o realite-chou mais cômico desse puteiro continental. Aqui as cafetinas mandam e desmandam há séculos pra girar a tal "roda da eleição" e continuam a ganhar sua grana pra se manter cagando de cima pra baixo. Eita porra sô ! E o latifúndio? E o petróleo? E a coca? E as putas? E o Índio? E os diamante? E os preto? Obamis? Ronaldo Gordo? Foi ele quem pulou no Rio Itajaí que transbordou? O Fidel? E o Vasco? Putz esqueci da Madonna... Falando nisso...
As cafetinas já nasceram sabendo onde apertar, mandam de cara: - Taxem as puta, pô! O mercado se regula sozinho, deixe que se matem. O meu tá garantido. É imposto, taxa, pedágio, ágio e o cacete! Vou montar outro banquinho...

Ganham de todo jeito, na crise, no auge, sempre fácil, afinal todos querem funfar e ser feliz. Compre mais compre mais e mais.

E o suor continua pagando só os juros da compra à prazo na vendinha do próprio patrão. O prego é que mudou de lugar, agora é digitalis, como diria Obamis da Mangueira, o ex-trapalhão e futuro presidente dos istadunidense de lá. E um percentual já vai pra casa branca quando se digita a senha do banco. Dá-lhe senzala moral, pior do que chicote.

Mas o assunto é como fazer pra ser o próximo presidente daqui. Se o problema é carisma, meu voto é pro Silvio, mas se a questão é representatividade, meu voto fica para o Dantas, à ele o que já é dele, o "puder". Mas agora que Aecinho (o comedor de Miss) e seus asseclas da cidade monstro já montaram o esquema, não vai ter pra ninguém em 2010. As arrecadações dos pedágios do Rodoanel e Fernão Dias ou elegem seus idealizadores ou aleijam de vez os paulistanos. Embora eu tema que ambas as coisas sejam iminentes.

O Rodoanel Mario Covas é exatamente nada daquilo que a pobre promessa feita pelo defunto homônimo. Ele disse que não haveria pedágio. Mas eu sou brasileiro e acredito em Papai Noel, Coelhinho da Pascoa e claro, em político em campanha eleitoral. E pra piorar, eu aprendi a ser idiota tão bem na escola, que não vou cobrar promessa de finado.

Depois é bronca minha, mas faça as contas, desde Adhemar de Barros até agora, o que ganhamos com a tucanada no governo do Estado de SP? Duas gerações de analfabetos funcionais, pedágios, taxas, impostos, policiais assassinos, extermínio de presidiários à luz do dia, favelas, perda do parque industrial, e tudo isso com apenas dois efeitos colaterais graves, a miséria e a violência.

E viva a CCR - Ecovias - e todos os testas de ferro dessa vergonha nacional !!!!

quarta-feira, novembro 12, 2008

Apartheid Cultural, a lenda da meia-entrada

Já aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça e Educação, tramita
no Senado, projeto-de-lei que restringe o direito à meia-entrada. Quando criada, seu objetivo era estimular e possibilitar o acesso dos jovens, principalmente estudantes, aos bens culturais como meio de desenvolvimento intelectual e de lazer.

Tal medida vem sendo discutida amplamente embora a grande mídia cague e ande para o assunto. Pois são eles muitas vezes os patrocinadores e divulgadores das atividades culturais que segregam o cidadão pobre. Me diga quanto custa o ingresso do cinema hoje num shopping de alguma capital. Qual o preço do ingresso para os grandes espetáculos como Circo de Solei? Quanto custa o ingresso para a Formula 1? Quanto custa ir ao teatro?

Já não bastava pagar um absurdo para ir a um show em estadios e assistir somente aos lindos cabelinhos da elite brasileira, afinal agora existe PISTA VIP. A maldita faixa na frente do palco é destinada a quem tem o privilegio e bolso pra ser VIP, e se você não tem uma grana violenta pra ver sua banda de rock favorita, sugiro que você depois baixe uma gravação pirata pra ver. COPY LEFT Porra!

O ponto mais forte na argumentação dos malditos "comerciantes da cultura" (os quais fazem um show da Madona custar mais que o valor de uma televisão LCD) é que há muita falsificação. Ô dó!
Nem pretendo entrar na questão dos agiotas que patrocionam tais eventos e parte dos ingressos é vendida só para aqueles afortunados correntistas (Citibank por exemplo).

Eis o ciclo vicioso da burrice capitalista. Para cobrir o valor das meias-entradas, os promotores aumentam o valor do ingresso, assim quem não tem carteirinha paga 150% do valor de um ingresso, para que o coitado do estudante (falsificado ou não) pague apenas 50% do valor do ingresso, que na verdade é mais do que isso. Exemplo:

Custo real do ingresso R$100,00 -> Meia Entrada R$50,00

Aumentam o ingresso (inteiro) para R$150,00 -> Meia Entrada R$ 75,00

No final os 2 ingressos (1 inteira + 1 meio ingresso) = R$225,00 e não R$200,00 de duas entradas inteiras.

No final eles ainda ganham R$25,00 do estudante por serem legais vendendo meia entrada. Ao invés de perder os R$50,00 da meia-entrada, parabéns para eles, azar da nossa ignorante realidade sem cultura e discernimento.

Resultado prático das arbitrariedades financeiras até o momento?

Pão e circo para a elite, de brinde leva-se cultura (enlatada, mas ainda é privilégio!). A cultura não transforma a mente da elite, cultura é apenas mais um bem de consumo que gerta status.
- Oi amiga, eu fui ao show do Lenny Kravitz e vc?

Pão e circo para o pobre (maioria), se resume ao pagode, churrasquinho de gato e televisão para ver a novela ou o futebol.
- Morro por ti Cúrintia!!!!

Porém, no grupinho dos revoltados que me incluo, o pobre quer e gosta de teatro, cinema, shows, etc e deveria ter direito igual ao acesso à cultura, usando da meia-entrada como alternativa para não empenhar todo seu soldo em uma única visita à arena da casa grande. Mas do que vale a opinião de um proletario que sabe ler e usa a internet? NADA e viva o blog!

No grupinho elitizado dos hipócritas acéfalos, esse povo feio, mestiço, sujo e mal arrumado não deveria sentar ao lado deles no teatro, cinema ou F1. Já criaram o ingresso VIP, o VIP Plus e o Camarote Preiba.. e não adianta, eles não querem deixar o Brasil para os brasileiros, querem viver aqui e não dividir o espaço. Qual a solução ??

Carteirinha só de segunda a quinta! Hahahahahahah

A minha sugestão de solução seria mandar toda a elite morar em BeverlyHills, mas lá eles serão tratados como brasileiros sujos e mal educados, então é melhor continuar aqui pisando na cabeça do povão, mandando e desmandando e claro, continuar a pensar que seu côco é mais cheiroso.

E assim seguiremos felizes até que o efeito colateral chamado violência (recurso natural da miséria) os prenda dentro dos seus próprios castelos de areia.

E sabe onde estão as entidades estudantis, UNE, UBES, etc? Nem eu....

quarta-feira, outubro 29, 2008

A crise americana em "brasileiríssimo"

Mais uma enviada pelo Antonino.


Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender. É assim:


O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.


Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).


O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.


Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CCBs, CDBs , CCDs, UTIs, OVNIs, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.


Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).


Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.


E toda a cadeia sifu.

A HISTÓRIA DO JOHN: A CRISE AMERICANA DE FORMA DIDÁTICA

John comprou uma casa, no começo dos anos 90 por 300.000 dólares financiada em 30 anos. Em 2006 a casa do John tinha valorizado e estava valendo 1,1 milhão de dólares. Uma fantástica valorização.

Mesmo ainda faltando 20 anos para quitar a casa, um banco perguntou pro John se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, ou seja uma segunda hipoteca. Ele aceitou o empréstimo, fez a nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. John não precisava do dinheiro. Tinha um emprego estável, morava numa simpática casa no subúrbio de uma grande cidade. Mas como todo americano, não podia escutar a palavra crédito.

Com os 800.000 dólares e ainda sem saber o que fazer com esse dinheiro, John soube por um amigo que o mercado imobiliário continuava valorizando. Era construir, anunciar, vender e lucrar. Um ótimo negócio e como disseram pro John, não havia riscos.

John comprou 3 casas em construção, na parte mais nobre da cidade, dando como entrada 300.000 dólares e imediatamente fez mais 3 hipotecas, uma pra cada casa. Porém no acordo feito, o valor recebido pelas 3 hipotecas era pequeno, o suficiente para terminar a construcao das casas.

A diferença, 500.000 dólares, que John recebeu do banco, ele gastou: comprou carro novo (alemão) pra ele. Deu um carro (japonês) para cada filho. E com o resto do dinheiro comprou 8 TVs de plasma de 600 polegadas cada uma (coreanas), 8 notebooks(chineses), uma jacuzzi de 30.000 dólares (vietnamita, fabricada com trabalho escravo infantil) e um lindo ponney (mexicano) para sua filha caçula, financiado em 25 anos, (o companheiro ponney irá para o céu dos ponneys e o John ainda estará pagando as prestacões). Além de realizar seu grande sonho de viagem, ir a Paris, ficando hospedado no Ritz pagando 600 euros a diária (mesmo estando na cidade com alguns dos melhores restaurantes do mundo e com grana, emprestada, no bolso, John não abria mao do seu hambúrger no jantar).

Tudo comprado em longas prestações,com entradas bem pequenas, tudo a crédito. Uma farra.

A esposa do John, sentindo-se rica, sentou o dedo nos seus 28 cartões de crédito. Aproveitou para fazer algumas cirurgias plásticas, para ser exato 18. Seus seios ficaram lindos, os 3. John era o sonho americano em forma de pessoa.

O tempo passou, o tempo,esse malvado, sempre passa!!

No começo de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o John tinha comprado e estavam em fase final de construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez. O negócio que o John tinha se metido era...refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas em começo de construção e revendê-las com lucro repassando as hipotecas.

Fácil. Parecia fácil. Sempre parece fácil.

Só havia um probleminha com o negócio do John. Todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo.

As taxas de juro das hipotecas que o John pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o John percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do John. Tinha casa pra vender como nunca.

John foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou para revender, mais as prestações dos carros, dos notebooks, das tv de plasma, da jacuzzi milionária, do ponney e dos cartão de créditos.

Aí, as casas que o John comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que o John tinha gasto o dinheiro. No momento da parcela maior, John achava que já teria revendido as 3 casas. Mas os compradores tinham desaparecido.

John se danou.

Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. John comecou a não pagar suas milhares de contas.

Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais ao John. E tambem das milhões de pessoas que compraram essas casas dos que tiveram a idéia antes do John.

John optou pela sobrevivência da família. John entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido.

John quebrou.

Ele e sua família pararam de consumir. Um sem número de Johns deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis.

Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Johns em títulos negociáveis. Com a inadimplência dos Johns, esses títulos passaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço que esses imoveis não valiam mais. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava. A inadimplência dos milhões de Johns atingiu fortemente os bancos americanos e europeus que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Johns, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Johns pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro, não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo dos Johns de perder o emprego fez a economia travar.

Recessão é sentimento, é medo do futuro. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo. Porém, ainda não se sabe o resultado prático dessas medidas na economia real.

Essas ações foram corretas e, até agora, não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas.

ATE QUE O IMPENSÁVEL ACONTECEU!!!

O pior pesadelo para uma economia: crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, quebrado, insolvente. O FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan.

Mais recentemente as financiadoras de hipoteca FREDDIE MAC E FANNIE MAE também se viram em situação de quase insolvência. Rapidamente o congresso aprovou um plano de ajuda as duas empresas. Se elas quebrassem, teríamos um efeito cascata e o sistema desmoronaria.

O mercado e as pessoas seguem sem saber o que esperar. O que começou com o John hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo poderá dizer o que vai acontecer.

E o John e sua família? Você deve estar se perguntando.

John devolveu todos os bens para as financeiras. E ainda ficou devendo um dinheirão. Mas o que ele mais queria devolver, ele não conseguiu. As plásticas da esposa, essas não tiveram jeito.


ENVIADO por Antonino Pitzschk

quinta-feira, setembro 18, 2008

Crítica a vida corporativa.

Isto émais um desabafo do que uma idéia construída.

As pessoas sabem a cotação do dólar, as prováveis fusões que acontecerão, acompanham as bolsas de Londres, New York , Tókio e porque não dizer a BM&F? Mas não sabem o nome do porteiro do prédio onde residem.
Contam aos amigos o que conseguiram fazer no trabalho, coisas como diminuír o gasto do departamento em 7% mês passado, minha empresa se tornou a maior em seu segmento, discutem o orçamento e os planos da empresa que comandam, mas não sabem quantos filhos a empregada sustenta com o salário que ganha limpando a casa deles.
A preocupação de todos parece ser quais certificações tirar, e como o mercado vê tais coisas. Perguntas como, ganharei mais se me certificar nisso ou naquilo? Que cargo posso almejar com as certificações que tenho?
Os sonhos que antes eram, quero ter uma familia, ser respeitado por meus filhos, e amado pelos amigos, hoje se tornou, quero ser CEO de uma grande CIA, ou ter aquele carro que não tem cara de tiozão. Me pergunto, será que a familia o respeitará por ser CEO, ou os amigos o amarão por ter o carro?
Ouço termos como economia de escala, aumento de produção para maximização dos lucros, as conversas giram em torno do que a empresa onde trabalham se tornará, e qual a contribuição que as pessoas dão para tal feito. Quando a conversa toma o rumo pessoal, parecendo uma tentativa desesperada da alma ainda humana, as pessoas versam de como a familia reclama da distancia que eles estão de “acontecimentos pequenos”, como o primeiro passo do filho, o almoço de Domingo que ele perdeu por estar no trabalho preparando uma apresentação importante para Segunda-Feira. Ou a mulher que o abandonou, o filho que fica no computador enquanto ele janta correndo pra poder terminar algo do trabalho que não conseguiu durante o dia, e o chefe precisa para o dia seguinte sem falta. Ou seja, é sempre pra reclamar do que a vida pessoal deles se tornou, e do quanto atrapalha a vida profissional. Mas logo voltam para o assunto principal, como que para fugir do que os incomoda.
Quando penso nisso me lembro de uma música que ouvi décadas atrás do Caetano Veloso:
Alguma coisa esta fora da ordem, fora da nova ordem mundial!!
É, e suspirando percebo que sou eu que estou fora da nova ordem mundial!!
Pois ao meu ver, ser CEO de uma grande empresa só me faria menos humano do que fui ao completar 10 anos de idade. Hoje com mais de 30, tenho medo das coisas que consegui no trabalho. Por saber que cada vitória, cada cargo que consegui, significou algo que não consegui como ser humano. Perdi valiosos momentos com minha familia para entregar algo no prazo.
Perdi amigos por não ter tempo de visitá-los, perdi possíveis amores por não estar onde elas estariam. E o que ganhei?
Quero a partir de hoje, dizer não aos prazos, não as informações que não me acrescentem à alma um fator humano. Será que é tarde?? Será que por trás desse Rato corporativista ainda pulsa uma alma humana? Essas perguntas me assolam a noite me impedindo de dormir.
Gostaria que não incomodassem a mais ninguém!!


Kleber Pereira Ribeiro

terça-feira, setembro 16, 2008

Ensaio sobre a cegueira


Na semana passada vi a estréia do filme Ensaio sobre a cegueira, romance de José Saramago premiado com o Nobel de literatura, adaptado para as telonas pelo diretor Walter Salles.
Me lembro daquele ditado que diz: "em terra de cego quem tem olho é rei".

Saramago com sua ótica muito forte sobre o íntimo universo humano, sem dar nome aos seus personagens, nos mostra como o ser humano realmente é quando perde a tal "dignidade". E como a sociedade desmorona pela falta de uma única faculdade humana, a visão.

Dessa forma, podemos entender que dentro de todos nós existe cada um dos seus personagens, pois pertencer a raça humana implica em ser benvolente, mentiroso, mesquinho, forte, solidário, canalha, covarde, herói e uma sorte de outras coisas que não devo citar para não estragar o filme de quem ainda não conhece a obra.

Outro ponto forte é lembrar que embora nossas atitudes molde quem somos, no caos, o nosso passado, conta bancária, títulos e cor da pele não tem valor nenhum.

"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."

quinta-feira, setembro 11, 2008

Gabo

Não consigo fugir, até meus últimos dias questionarei a ordem das coisas. Não aceito as decepções desnecessárias, as atrocidades e continuo achando que as coisas podem ser melhores, mesmo que as cartas sejam marcadas, que o jogo já esteja perdido antes de começar. É muito fácil se sentir bem com o conforto ilusório que nos leva a escravidão cotidiana, comprando os produtos e idéias por osmose eletrônica.
Dia após dia as ameaças aumentam, os profetas e malucos que tentaram nos alertar levaram chumbo, os de hoje são destruidos por sub-letrados que escrevem para os analfabetos funcionais mundo à fora ou vitimas de drogas contaminadas. Imagine um mundo sem religião? Eu tenho um sonho... Que o brilho dos olhos sejam mais importantes que a cor da pele, e apesar de todas as atrocidades desse mundão louco nunca perderei a ternura, jamais.
Eles podem ter a grana, ter o poder, mas e depois? Perdoar, mas de que forma?
Se essas letras ecoassem como meus devaneios imaginam, alguém choraria de fome, gritaria de dor, pediria socorro até perder a voz e seria privado de tudo roubou.
Lembro de uma música que diz que depois do inverno a primavera chega, queiram ou não os poderosos, mas às vezes questiono se o sol vai continuar nascendo por muito tempo.
O saco já não se cabe mais de tantos absurdos dia a dia, tantas são as futilidade pra esconder que somos medíocres, seja com idéias vegetarianas ou a camiseta branca da passeata hipócrita.
Ontem um desconhecido me perguntou? - Você já tem filhos? - respondi que não, e o fulano completou: - Então compre um cachorro.
Puta que o pariu, me dê licença, onde fica o banheiro?
Descartável, descartável, tudo é descartável. Ninguém precisa de ninguém, todo mundo é independente até conhecer o terapeuta e com sorte viverá melhor o visitando pelo resto da vida.

Outro dia li um discurso de Gabriel Garcia Marquez, e o que marcou foi o seguinte:

"Me recuso a admitir o fim do homem, tenho consciencia plena de que pela primeira vez, desde a origem da humanidade, o desastre colossal já professado há muitos anos, hoje se resume a uma simples constatação científica. Diante da terrível verdade, que aos meus pais pareciam mera utopia, os inventores de fábulas que em tudo acreditamos sentimos que temos o direito de crer que ainda não é "too late" para comerçarmos a criação de uma utopia contrária. Uma nova e arrasadora utopia de vida, onde ninguem possa decidir por outros até na forma de morrer, onde realmente seja certo o amor e a possivel felicidade, e onde as elites condenadas a cem anos de solidão tenham finalmente e para sempre uma segunda oportunidade sobre a terra."

E quem me trouxe às mãos tal texto, foi a coluna mensal de Fidel Castro- aquele que insistem sem sucesso em convencer-me que seja um monstro - ao citar seu amigo Gabo, que iniciou sua carreira como modesto joranlista da agencia de noticias cubana, sugerida pelo saudoso Che.

Salve ao DJ Primo, mais um da resistência que partiu essa semana!
E uma cusparada na cara d'aqueles que só fazem peso na Terra e só pensam no próprio umbigo.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Anuncios

Esta semana vi alguns anúncios bem interessantes:

Recebi um newsletter de uma livraria onde o título do anúncio era algo como:

"Livros de auto-ajuda com descontos progressivos".

Comentando o fato com um amigo, ele sintetizou em palavras o que eu havia pensado à respeito, e a síntese é: Quanto mais longe do suicidio, maior o seu desconto!

Hoje cedo no caminho para o trabalho, tive que seguir por vários kilometros uma viatura da Tático Sul onde dizia:
"Apoiamos a doação de orgãos"

Será por isso que eles matam bandidos só com tiro na nuca?

terça-feira, agosto 26, 2008

QUAL É A MÚSICA?!

Depois dessa o programa do Silvio Santos perdeu a graça.

Acesse o site http://www.midomi.com grave o seu solangês e o site de diz qual é a música.

Como diria um amigo S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L !!!!

Ah... vi até Raul Seixas na lista.