sexta-feira, junho 09, 2006
Pensamentos repentinos
Errar é humano, não uma escolha ou uma opção, é apenas um direito;
Opção, é exercitar o perdão, escolha é ser livre, ser feliz;
Faculta a cada ser exercer seus mais íntimos pensamentos, porém a culpa não é privilégio só de quem comete erros. Ela é apenas o castigo da consciência para com aqueles que não aprendem com os próprios erros.
O perdão é a maior das virtudes humanas, só ele é capaz de contemplar a plenitude to amor, seja o amor próprio ou ao próximo, a humildade, a caridade e a fé. Ele é capaz de nos libertar da culpa, da cobrança, da insegurança e do ódio.
Perdoar implica em rever-se íntimamente, para com os outros e com o universo;
Perdoar não é esquecer, é evoluir, é aprender;
Perdoar não redime ninguém, nem vítima, nem culpado.
Perdoar quebra o ciclo dos erros e carmas;
Perdoar faz bem, liberta;
Errar não é proibido, nem feio;
Proibido é ser inerte;
Feio é esquivar-se de responsabilidades;
Viver é amar, seja acertando, errando, perdoando ou corrigindo;
Viver é movimento, aprendizado, conquistas e derrotas. Dia-a-dia."
quarta-feira, maio 24, 2006
LAMBO, LEMBO, LIMBO!
Aproveite a oportunidade de não estar bisbilhotando a vida alheia no Orkut e leia algo substancial. Cansa, né?! Ainda mais este assunto... Mas se você preferir, ignore... Afinal, se você acessa a internet, representa menos de 15% da população desta Zona, o Café Brasil! E claro, você pode garantir a estatística de semi-analfabetismo e continuar ignorando.
Não dou a mínima, mesmo! Afinal de contas, isso nunca chegará a ser lido por mais de 1% da população mesmo. FODA-SE! Psicologia barata é comigo mesmo...
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Marco Aurélio Weissheimer
segunda-feira, maio 15, 2006
Marcelo D2, revide...
Não será o Marcelo D2 quem vai escapar da minha mira. Vivemos um momento crítico onde ou a mídia começa a veicular a arte do povo para o povo, ou perde dinheiro, audiência e controle.
O RAP possui mais de 20 anos de estrada no Brasil, nasceu influenciado pelo som dos negros estadunidenses, sim, porém aqui nós sempre fazemos do nosso jeito. Alguns claro, se deslumbram com o show bizz, sucesso por fama, fama e dinheiro, e se perdem no caminho.
Desde que conheço o RAP, que começou com uma levada de curtição com RPW, Thaíde, Pepeu, Doctors Mc's, etc, o negócio era promover entertenimento nas quebradas, só bate-cabeça, então chegaram algumas cabeças pensantes e viraram a mesa, com ideologia, discursos contudentes, críticas e sugestões. Como uma verdadeira continuidade do PUNK, clamando por mudanças, falando alto.
Mesmo assim, algumas lendas sempre andavam ecoando no meu WalkMan, como Cypress Hill e Beastie Boys, mesmo que nesta época, minha adolecência me levasse para o Punk, HardCore e o Metal. Então aparece aqui no Brasil algo que misturava vários elementos do que eu curtia. E hoje consigo entender melhor, a legalização da maconha (Cypress Hill), o sarcasmo (Beastie Boys) e pancada na cozinha (Baixo - Batera) e o tal metal na guitarra. Nasce o tal do Planet Hemp, plagio compilado? Tire você a conclusão...
Depois o cabeça da banda resolve fazer a boa, e se lança como "under-ground" numa carreira solo, tendência na época, e vai abraçando as idéias do capital, e do benefício próprio. Ao meu ver, tudo legítimo, pois sempre preguei que sem atravessar o lado de ninguém, o cara se levanta da maneira que pode. Né?! Ideologia e responsabilidade fica pros mais utópicos, bobagem...
Mas pensando sobre as outras tendências e coincidências, o tal do Marcelo, faz estardalhaço de graça e ridiculariza os ex-companheiros e os Rappers brasileiros, por simples orgulho infantil ou marketing. Lá fora um loirinho fazia o mesmo, apadrinhado pelo Dr. Dree, mas isso é outra idéia. A creditibilidade vai pro saco quando ele começa atravessar a idéia alheia. Como diria o P9, eu só estou relacionando os fatos, o juízo cada que faz.
Não podemos desmerecer a produção do cara, afinal ele tem recursos e usa bem. Consegue participações muito especiais, mas não tem o direito de falar o que quer e bem entende. Se alguns rappers não dão entrevista, é por uma questão de respeito e responsabilidade. Afinal, se for pra falar besteira é melhor ficar calado.
Pensei muito antes de dar mais ibope ao cara, mas quer saber?! Ele abriu o precedente, fala o que quer, e eu na onda exercito meu direito de expressão. Toma lá dá cá.
Mistura de RAP com Samba, é vendido como uma invenção do cara, mas se olharmos o HipHop espalhado pelo mundo, temos a mistura do RAP com elementos das culturas locais, seja onde for. Nem entro nos verdadeiros méritos do Rappin Hood, ele não precisa de "Merchan". A questão é que entre um flash e outro, o MainStream trabalha a figurinha pra fazer do RAP uma nova "lambada" e claro, aniquilá-lo assim que não der mais lucro.
Mas quem quiser ouvir RAP de verdade, ideologia, compromisso e atitude, é fácil, basta fazer parte do povo, lá toca tudo que as rádios rejeitam, ao contrário dos discos que vendem com ajuda de jabá.
Ae Marcelinho, cascudo é seu blábláblá, sinistra é a sua prepotência, baixa a bola seu marionete! HipHop é compromisso, não é grife, presta mais atenção.
Wil
sexta-feira, abril 21, 2006
Pai
Eu creditava o seu radicalismo às seqüelas do seu passado, ouvindo as histórias horrendas da guerra e da violência contra os judeus. Assim como a maioria, também sempre fui bombardeado por Hollywood com seus filmes espetaculares sobre o anti-semitismo e as crueldades da segunda guerra, sempre numa visão muito americanizada e nem sempre real. E o porquê tudo aquilo? Por dinheiro e poder... Simplesmente!
Ouvi meu pai divagar várias vezes com opiniões radicais, que embora eu não fosse capaz de concordar completamente, estas idéias ficaram e ficarão ecoando no meu ouvido, e de tempos em tempos eu racionalizo sobre elas.
Ele dizia que o Brasil, sendo o que é, com suas riquezas, somente seria viável e justo aos próprios brasileiros no dia que houvesse, no Brasil, uma classe revolucionária, violenta e extremista para retirar à força do poder as figurinhas marcadas, a dinastia coronelista e seus testas-de-ferro. A retórica sempre me instigou.
Também era comum ele afirmar que a vida do pobre trabalhador fora muito melhor durante a ditadura, a tal da ditadura militar. Será?
Eis que no momento estou revisando tais posições, além dessas inquietações, do meu pai restam ótimas lembranças, algumas cicatrizes e saudades. Nestas linhas recordo dele e incrivelmente, estou contente, olhos marejados, não sei se é apenas uma questão química, o sono, ou o prazer de conseguir me expressar.
Meu raciocínio pode até falhar, mas eu sinto que vivemos num país realmente muito pior do que aquele da ditadura militar. Também sinto que as aspirações revolucionárias da juventude daquela época foram alcançadas. Os jovens estão armados e lutando, pena que entre si, se matando pelo mesmo mal que me enoja, por poder e grana, em menor escala claro! Inconsciente miserável pela sobrevivência, indiscutível e lastimável.
Essa violência cotidiana foi e continua sendo fomentada por aqueles hipócritas de sempre, criando a miséria, o ódio, o desespero, e chego a duvidar se temos como reverter o quadro que vivemos. Esses hipócritas nos dizem que a ditadura acabou, mas é óbvio que ela apenas se transformou para continuar atendendo aos mesmos canalhas, entre outras coisas, a ditadura se transformou em concessões de rádio e tv, poderes executivo, judiciário e legislativo, que garantiram anistias à genocídas, auto-favorecimento, imunidade parlamentar, impunidade e repressão econômica-social através do assalto aos direitos humanos, nos privando de educação, saúde, etc. O exílio continua existindo, a cada dia temos mais e mais brasileiros exilados nas favelas, morros, cortiços e pontes, sem direito a cidadania, exercendo apenas a obrigação do voto. E ao contrário o exílio que os artistas sofreram, nós continuamos aqui mesmo, produzindo riquezas para uso e fruto daqueles que nos julgam e condenam a viver como animais.
Isto seria apenas o retrato que tenho hoje, sei que voltarei a pensar sobre isto quando tiver filhos, afinal, que mundo eu entregarei à estas crianças?
quinta-feira, abril 13, 2006
Hipocrisia
Também estou cansado, cansado de tentar compreender a lógica das coisas, os fatos retratados por profissionais da mídia que se intitulam jornalistas.
Sinto-me muitas vezes, num mesmo dia, envergonhado. Envergonhado sim, por ter uma origem humilde e ter conseguido um diploma de terceiro grau, por ter acesso a Internet e ganhar mais de 5 salários mínimos, carteira assinada, direito ao voto e liberdade de expressão. Tenho vergonha de ter um vago senso político e discernimento sobre algumas questões que tangem o social. E permanecer inerte, correndo o risco de entregar esse mundo que vivemos aos meus descendentes.
Numa sociedade que para se respeitar crianças e idosos precisamos criar estatutos, realmente não posso contar com os valores essenciais do ser humano, quanto mais com essa tal honestidade alheia que, não é de hoje que está fora de moda.
Em alguns momentos, me questiono se vale mesmo à pena, ser digno, se preocupar com o próximo, ter consciência e representar apenas um medíocre a menos nesse mar de lama.
Enquanto não mudo minhas convicções, continuarei acreditando que o operário deve continuar se esquivando por mais quatro anos na berlinda chamada presidência da republica, mesmo que figurativamente.
quinta-feira, março 23, 2006
MV Bill no Fantástico
Qual será minha pior preocupação? Um verdadeiro descendente de Zumbi se expondo no fantástico em rede nacional durante três blocos do programa. Será que isso tem força política mesmo, ou será mais uma medida demagoga do monstro global? Ou o velho grito das periferias e favelas só conseguiu este espaço por que a situação ultrapassou muito o limite?
Se o documentário “Falcão – Meninos do tráfico” tem força política ou não, isso só o tempo poderá responder. O que realmente considero positivo é o fato de que a nossa parte está muito bem representada e realizada. Através da CUFA e sua visão realista e presente, que acreditaram num propósito de denuncia social e agiram, de maneira que nenhum outro setor da sociedade seria capaz de ao menos tentar.
Não quero jogar no lixo todas as denuncias e retratos feitos pelo RAP nacional desde que o mesmo nasceu.
Porém este projeto é um cross-media muito importante e bem elaborado. Ou seja, um negro, favelado, sem suporte sócio-econômico, que como muito poucos, conseguiu sobreviver a tal realidade retratada no documentário e por fim conseguir fazer um trabalho de tal amplitude, o qual contempla um livro, um longa metragem e uma trilha sonora.
Não vou deixar nas entre linhas a minha frustração com os sociólogos acadêmicos que não conseguem realizar nada além de engodo e mandatos políticos.
Tal grito de protesto ecoa há pelo menos três gerações sem nenhuma providencia por parte do estado além de chacinas de menores, genocídios em presídios e apartheid representado pela omissão de suas obrigações constitucionais de educação, saúde e moradia. Segundo opinião do próprio MV Bill, que eu sempre compartilhei, a elite está ou deveria estar assustada, o número de miseráveis, a impunidade e a deturpação dos valores da vida humana só crescem a cada dia.
Transcrevo aqui alguns dos parâmetros identificados pelo documentário, partindo do óbvio: Crianças pobres, de famílias destruídas, sem oportunidade de estudar, mesmo freqüentando a escola pública, falta de perspectiva, impunidade, sedução pelo “sucesso” de quem está mais próximo, os traficantes. Também pela falta de emprego generalizada, lembrando ainda que um jovem de dezessete anos tem as portas fechadas para o emprego formal em função do alistamento militar. E só até aqui já temos muito pra discutir.
De fato, a maioria miserável do país está se movimentando, nos próprios lugares onde a elite nos lançou ao exílio do Brasil, as favelas e periferias. O terceiro setor tenta fazer sua parte, o estado paralelo continua fazendo a sua também, muito embora a violência seja uma ferramenta muito freqüente. Como diz o MV Bill em sua música, “é o armamento POVO vai se formar, veja o seu descaso e arrogância onde vão parar... ”.
Enquanto alguns assistem calados, em suas TVs de plasma a realidade da maioria miserável, eu por aqui torço pra que essa massa que só cresce, se una e vá reivindicar seus direitos, mas também rezo para que quando isso acontecer o sangue derramado seja menor do que os atuais índices de homicídios dentro das comunidades pobres, onde de maneira insana nós estamos nos matando entre si, enquanto as autoridades e a elite desperdiçam nosso suor e sangue em 500 anos de exploração. Ainda mais agora que o povo está cansado de ver o escracho que são as instituições do estado e que esta história de democracia pra resolver nas urnas é papo pra boi dormir.
O pávil está acesso, quando a bomba estourar, saiba de que lado você vai estar.
Wil
quinta-feira, março 09, 2006
Sinhá Moça
Não faço apologia nem pra um lado nem pra outro, o fato é que a lei Aurea foi assinada à lápis. Nunca ouve libertação de verdade. Pra piorar, a miscigenação promoveu o a discriminação sócio-econômica, o despotismo, discriminação e preconceito, palavras que velam o racismo.
Só vi negro ser protagonista de alguma produção brasileira quando este é criminoso, tal como "O homem que copiava", "Madame Satan", "Cidade de Deus", etc. É Incrível que sempre que alguma novela trata a questão escravocrata, os heróis são brancos. Até quando seremos insultados com tais hipocrisias?
É importante também deixar claro que mesmo que os agentes transformadores da sociedade sejam negros, quem escreve os livros de história não são. Logo quem recebe os créditos nunca será Zumbi, Dandara, Lampião, Chico Mendes, Antonio Conselheiro, etc. Sempre viram mitos, não história!
Mas o que vale ficar atento é que tanto Zumbi dos Palmares quanto o Che Guevara tinham educação, sabiam ler e escrever (de verdade!), não estudaram nas escolas públicas de hoje, e não assistiam novelas.
Eles não eram aqueles coitados da novela que levam chicotadas pelas costas. Aliás, chicotada pelas costas é uma boa definição do que os poderosos continuam fazendo com o povo.
Coragem e Fé!
terça-feira, janeiro 31, 2006
Jornalismo no Brasil
Quem faz jornalismo de verdade no Brasil é o Zorra Total. A maioria pode não acreditar, mas eu também gostaria de ser jornalista. Não é sem propósito que conto sempre as mesmas piadas sem graça alguma. Se isso não é jornalismo, deveria ser. Basta ligar a TV e assistir ao Jornal Nacional e você entenderá a minha afirmação a cada piada noticiada.
Uma criatura que renega uma gravidez e lança sua filha recém nascida na lagoa da Pampulha, se refere à criança como "essa droga" e me faz acreditar que a depressão pode levar ao homicídio, claro, com requintes de crueldade, só não entendo ainda por que a depressão não leva ao suicídio.
No final de semana, os jornalistas levam uma princesinha lindinha para assistir ao jogo do FLA-FLU, e não é que no meio da galera é possível que a moça retoque sua maquiagem?
Mamães de São Paulo dão entrevistas, de dentro de seus carrões importados, exibindo todas as suas jóias e caríssimos acessórios adquiridos na DASLU. Sob qual pretexto? Ah, é mesmo, o transito. Já estava esquecendo do que se tratava, o assunto seria o transito causado pelas dondocas ao buscar seus filhos num dos colégios mais requintados do país, o DANTE, a apenas duas quadras da avenida Paulista. Será que nesta escola as crianças aprendem sonegar impostos, ou isso é o pai quem ensina em casa? Tanto faz, o importante é que as barbáries praticadas no transito daquela rua é provocada por conta da educação que todos deveríamos ter, de graça. Faz sentido? Deveria haver uma propaganda da revista CARAS, mas até nisso eles pecam.
Um policial militar acéfalo e à paisana, transportando explosivos, consegue destruir uma loja e algumas vidas. Displicência, burrice ou atentado? O Jornal Nacional é imparcial...
Ainda bem que esses policias militares, amantes da morte, possuem permissão para lidar somente com bombas de efeito moral. Mas a explosão não causou efeito nenhum na corporação, a matéria a seguir mostra onde está a tal moral da segurança publica.
A pérola do dia é a matéria do Joalheiro que depois de ser roubado pela quarta vez por ladrões profissionais, ele tem tudo filmado, mais de quatro horas de trabalho duro, até o cofre ser violado com muita destreza. A revolta do nobre joalheiro seria até justa, pois ele pagou muito caro por um aparato eletrônico de segurança privada que não serviu pra nada, além de fazer um longa metragem, basta editar e ganhar dinheiro.
O joalheiro discute com o dono da empresa de segurança, é óbvio que em nenhum momento foi citada a tal segurança pública. Servir a quem, proteger de quê? Antes a resposta era outra, mas agora, não sei não, Marx mais uma vez está errado.
O disparate. O cidadão é tão ridículo que em horário nobre da TV esculacha o país que fez seus antecessores ricos roubando o mesmo tipo de riqueza que ele acabara de perder. E pra fechar com chave de ouro, ele diz que vai embora... Pra onde? Portugal... hahahaha
Será que é culpa do Jornal Nacional? Afinal eu não consigo rir do Zorra Total, em compensação temos uma gotinha de esperança sempre que meu xará Bonner deseja um “Até Amanhã...”
Duas surpresas
Uma amiga recente, mãe de suas filhas adolescentes, bem informada e inteligente me pergunta sobre a conjectura politica e os conflitos no cenário mundial, relaciona isso à possibilidade de haver uma nova guerra mundial. Por sorte eu estou alienado dos acontecimentos há duas semanas e não sei responder. Em seguida ela anuncia que o seu teste de gravidez deu positivo. Ela e o marido estão muito felizes. Foda-se a Palestina...
É uma pena que o ibope não ouça a opnião dos trabalhadores da construção civil, os peões. Um deles me afirma categoricamente que a reeleição do lula é viável. Claro que não com essas palavras, mas ele afirma isso com a convicção de um Nordestino que sabe a opnião de sua gente. Afinal o cabra da peste vem fazendo alguma coisinha para o seu povo sofrido. Não vai resolver isso nem com 3 mandatos. Mas não esqueceu sua origem. A "Ladroice", é praxe...
Fiquei emocionado!
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Talvez
Outros esqueçam
Alguns não saibam de nada
Ou apenas não creiam
Talvez eu me revolte outra vez
Outros se decepcionem
Alguns lutem
Ou ninguém sobreviva
Talvez o progresso possa ser evitado
Outros pensem no dia de amanhã sem medo
Alguns sejam culpados
Ou o mundo finde como profecia
Talvez nào tenha muitos argumentos
Outros riam de mim
Alguns deixem o narcizismo de lado
Ou fique tudo como está
Talvez muitos não tenham coragem
Outros cansem de brigar
Alguns morram tentando
Ou continuem a esperar
Talvez cedo ou tarde
Outros parem pra pensar
Alguns entendam que valeria lutar
Ou continuem culpando os outros sem sequer tentar