sexta-feira, julho 07, 2006

SABOTAGE - 04/11/2003 (Coluna Epidemia Urbana)

Morre outra Flor do lixão!
Não quero copiar ninguem, mas os Racionais escreveram uma coisa interessante: "Até no lixão nasce flôr!"

Sempre tentei (e ainda tento) encontrar algumas respostas que a humanidade procura a milhões de anos, já caminhei bastante e encontrei apenas duas:

1. A morte é uma certeza.

2. Não existe muita lógica para as coisas.

É claro, tenho minhas crenças que me respondem isso, mas é a minha fé que garante sua veracidade.

O memorável Mauro Mateus dos Santos (Sabotage), 29 anos, deixa os palcos, o cinema e a vida. Esse cara é apenas mais uma "flôr que nasceu no lixão", como tantos outros, não resitiu aos males do próprio lixão. Na rotina da periferia a desgraça já é cotidiano, na rotina do marginalizado, a única diferença entre a vida e a morte é um número (estatísticamente falando!) um a mais, um a menos.
Mas eis que somos humanos e percebemos que sequelas são inevitáveis, e então nos lembramos de três seres humanos que ainda não podem entender tudo isso: Anderson, de 10 anos, Tamires, de 7, e Larissa, de 5.

É isso aí, restaram sementes, graças à Deus.
Ontem mesmo estive pensando sobre o ônibus que um maluco sequestrou no Jabaquara. A estrela por um dia, alvo do Datena, em breve será esquecido, mas os problemas da sociedade continuam e a cada episódio da vida real (BIG POBRES 3) percebemos que eles se agravam.
Quais as nossas atitudes, quais os nossos anseios??? De subtração em subtração, não sentimos mais o cheiro das flores, nem o valor da vida, perdemos a referencia do certo e errado, isso quando não perdemos a própria vida... (À custo do quê mesmo?!)

Lamento pelo Sabotage, lamento pela nossa insignificância, lamento ter que escrever isso, lamento...


Wil CdeI

Por aqui, por ali... - 04/04/2004

Ao ver a arma opressora "Rede Globo de Televisão", por sua vez concessão do estado militar, expressando no Fantástico, Faustão e outros meios de manipulação a sua consideração ao HIPHOP, sinto muito medo.

Não sei se é uma reação de defesa política, muito bem arquitetada, imaginando que vamos copiar os quadrúpedes Norte-Americanos que se contentam em ostentar suas jóias e carrões na televisão.

O pesadelo do pop já é fato. Em todo o mundo a arte que sai das periferias, classes operárias ou desfavorecidas em geral, estão se firmando. Sinto que as condições são favoráveis, mas ainda questionam quem as promovem. De qualquer forma não é mais possível sermos ignorados, por isso devemos redobrar nossos cuidados.

Peço, pela cautela de todos os envolvidos no movimento HIPHOP, uma responsabilidade muito maior em guiar a nossa massa que foi massacrada pela ignorância.

Vejo alguns irmãos dando entrevista e falando sobre o seu resgate da marginalidade através do RAP, penso que o RAP é apenas um meio de ampliar pensamentos, idéias, questionamentos e discernimento pra nossa própria evolução. Assim já houve o Reggae, o Samba, a MPB, MangueBeach, etc. Temos mais uma veia crítica: como essas idéias poderiam ecoar nos ouvidos da molecada que está usando isto como referência.?

Eis aqui o meu recado:

- Não nos contentemos com a obrigação alheia executada. Reavaliemos sempre os nossos ideais até para com aqueles que tem culpa de ser a minoria. São estas mentes que o hiphop precisa persuadir, corrigir, catequizar. Pois um inimigo aniquilado também significa um aliado a menos. Por outro lado, não fique à vontade quando estiver do lado de lá, ou os de cá podem continuar do lado de cá!


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INDUTO DE FÉ - 04/11/2003

Reza a lenda que filho de ladrão só fica gordinho quando o pai tá na rua.

O Induto oferece uma nova chance de deflagrar o mistico efeito colateral da socio-mediocridade brasileira. Circulo vicioso, muro de chumbo que cada vez fica mais estreito, o lado A e lado B estão quase sem fronteiras. A distrubuição de renda do mundo cão é feita à mão armada, uma bela poesia onde 13º. do assalariado faz a vez de quem não tem nenhum salário o ano todo.

Festas, tempo de alegria, confraternização e é claro... acerto de contas, quem é sabe e, a novela se repete: vários homícidios, assaltos e chacinas. O ódio tem vez no coração de quem nunca acreditou em papai noel, assim como a vontade de começar de novo e fazer tudo diferente, até que novas portas sejam fechadas.

Como eu sempre insisto, as portas só se abrem se você bater nelas. A favela tá cheia de inteligência e disposição, mas não pode criar somente arquitetos que desafiam a lei da gravidade nos morros com seus barracos voadores.

Sacrificio e fé nunca são em vão quando temos disposição, objetivo e determinação. Cada opção é uma opção, eu respeito, mas lamentação, eu sinto muito, temos cabeças pensantes que fazem o RAP, temos mentes brilhantes que burlam sistemas de segurança, temos artistas do cotidiano e economistas do caos que sobrevivem com nada e ainda conseguem tomar umas biritas no boteco.

Então este é o meu convite, um 2007 de tomada de posse, um
2007 de cabeça erguida, onde o primeiro passo se dá com a subtração do sentimento de automarginalização que carregamos, um 2007 onde possamos ocupar nosso espaço de direito, um 2007 que fortaleça a união pela união, não a união para o confronto, um 2007 de reinvidicação, com ou sem gritos, pelo direito à vida, pelo direito a dignidade, aos sonhos. Um 2007 de muita coragem, um 2007 de basta a hipocrisia.

Recomeçar é repensar o passado e presente, repensar o futuro, repensar a vida.

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quinta-feira, julho 06, 2006

Realidade.... Brasil ou França?

Seria fácil divagar sobre futebol, mas esse assunto já saturou até os mais fanáticos pelo ópio nacional. Eu prefiro exercer um pouco de patriotismo tentando enteder sobre os rumos e nortes do PINDORAMA.

Ronaldo ou Zidane, fodam-se!

Se você prefere as conclusões brilhantes do Pedro Bial, não percorra as linhas seguintes. Mas se pra você faz diferença o país que entregaremos aos nossos filhos, sobrinhos ou netos, aproveite a matéria abaixo!

Alguns itens são muito discutíveis, e é isso que eu gostaria de fomentar...



Breve Balanço do Governo Lula - 2003 - 2006

ECONOMIA

Recordando: o Brasil em 2002 - FHC

Em 2002, FHC deixou o governo em um grave quadro de deterioração:

- Redução da capacidade de investimento;
- Elevação da taxa de inflação;
- Elevação da taxa de juros;
- Saída de recursos da nossa economia;
- Desmonte do Estado (privatizações)

2003: Objetivos do Governo Lula

- Superar a crise econômica;
- Recuperar a estabilidade e a credibilidade do País;
- Criar condições para um novo ciclo de crescimento sustentado da economia;
- Instaurar um novo modelo de desenvolvimento com:
- Geração de emprego;
- Distribuição de renda;
- Inclusão social.

Criando as condições favoráveis

- Inflação baixa;
- Política fiscal responsável;
- Relação dívida pública/PIB estável;
- Superávits comerciais e em conta-corrente;
- Dívida externa pequena;
- Redução do risco país;
- Nova inserção no cenário mundial;
- Recuperação do investimento do Estado;
- Reconstrução do Estado.

Inflação sob controle



Balança Comercial Positiva


Reservas Externas Aumentaram


Diminuição do Risco País


Evolução do Salário Mínimo Nominal


Poder Aquisitivo do Salário Mínimo


Geração de Empregos Formais
Em 2004 e 2005 mais de 2,7 milhões de empregos foram
criados no setor formal da economia.


Queda na taxa de desemprego


Turismo
Recorde histórico na geração de divisas pelo turismo, com duplicação da entrada de divisas


Indicadores Macro-Econômicos
(Menor inflação, desde 1998)


FOME ZERO

- Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar
- Agricultor produz e o Governo garante a compra. (Inclui o Programa do Leite);
- Já beneficiou diretamente 140 mil produtores e 2,3 milhões de pessoas , em 1.698 municípios

Bolsa Família

- 8,7 milhões de famílias atendidas – 35 milhões de pessoas;
- Corresponde a 77% das famílias com renda familiar per capita menor que R$ 100;
- Está presente em 100% dos municípios do país.
- Entre 2002 e 2005, triplicou os recursos investidos em Transferência de Renda


EDUCAÇÃO

Brasil Alfabetizado

- Alfabetizou 5,3 milhões de pessoas, desde 2003;
- Recursos aplicados cresceram 48% em relação a 2002;

Prouni

- 112 mil bolsas em 2005 e mais 130 mil bolsas em 2006;
- 49 mil bolsas no sistema de cotas étnico-raciais;
- Bolsa Permanência R$ 300 para curso integral.

SAÚDE

- Saúde da Família e Hospitais
- Aumento de 51% no número de equipes e de 30% no repasse do Piso de Atenção Básica;
- Em andamento as obras de 56 Hospitais, incluindo todas as capitais


HABITAÇÃO

- Investimento cresceu 82%, alcançando R$ 9 bilhões
- Nº de atendimentos cresceu 31% priorizando famílias com renda de até 3 salários mínimos


Investimento cresceu 82%, alcançando 9 bilhões


REFORMA AGRÁRIA

- Foram assentadas 245 mil famílias
- Média
governo Lula: 82 mil famílias/ano
- Média do Governo FHC - 68 mil famílias/ano

- 22 milhões de hectares para Reforma Agrária
- Média governo Lula: 7,5 milhões de hec/ano
- Média do Governo FHC - 2,5 milhões de hec/ano

Total investido em aquisição de terras



LUZ PARA TODOS

- Instalações Gratuitas alcançando 2,6 milhões de pessoas;
- 277 mil em assentamentos rurais;
- 25 mil em comunidades quilombolas;
- 10 mil em terras indígenas;
- Investimentos: R$ 3,1 bilhões contratados;
- Formação de 1.600 eletricistas
- Reaquecimento das Indústrias de Equipamentos e Materiais:
- 730 mil postes;
- 105 mil transformadores;
- 134 mil km de cabos elétricos

CULTURA

Pontos de Cultura

250 Pontos de Cultura implantados até 2005 e mais 350 até 2006

SEGURANÇA PÚBLICA

Campanha do Desarmamento

- 460 mil armas arrecadadas.
- Propiciou redução de internações hospitalares por ferimentos causados por arma de fogo
- Queda em mais de 8% nos casos de homicídios por arma de fogo.

Operações realizadas pela Polícia Federal

- 127 operações especiais de combate a diversas modalidades criminosas (fraude, evasão fiscal, corrupção, etc), resultando em 2.211 pessoas presas.
- 56 operações especiais de combate ao tráfico de drogas

Volume de operações da PF


Volume de presos da PF


MEIO AMBIENTE

- Realização de duas Conferencias Nacionais;
- Realização de duas conferências nacionais Infanto-juvenis
- Criação de convênios com a Polícia Federal;
- Lei de Gestão de Florestas Públicas: um dos instrumentos para viabilizar a preservação das nossas florestas;
- Criação de Áreas para Preservação da Mata Atlântica;
- Pavimentação sustentável: O asfaltamento da rodovia BR 163, que corta a Amazônia, ligando Cuiabá(MT) a Santarém(PA);
- Política Nacional de Resíduos Sólidos: foi elaborada uma proposta para uma primeira Política Nacional de Resíduos Sólidos;
- Plano Nacional de Recursos Hídricos: construído com ampla participação de todos os segmentos pertinentes à área.

Redução do Desmatamento da Amazônia

- Pela primeira vez, em nove anos, houve queda no desmatamento;
- Plano de Ação para Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia, coordena ações de 13 ministérios.

Evolução do desmatamento da Amazônia
(Área desmatada em km2)


AGRICULTURA

Avanços no campo - recordes históricos

- Agricultura familiar: Financiamento cresceu 275% nas últimas três safras, atingindo R$ 9 bilhões na safra 2005/2006; 1 milhão de novas famílias incluídas
- Agronegócio: Financiamento cresceu 80% nas últimas três safras, atingindo R$ 44,3 bilhões na safra 2005/2006


LOGÍSTICA E ENERGIA

Rodovias

- Prioridade para pólos de exportação, turístico e de regiões em desenvolvimento;
- Foram recuperados 23% da malha federal - 9,1 mil KM;
- Operação Emergencial em 26 mil Km em 25 estados

Aeroportos

- Ampliação e modernização da infra-estrutura;
- Capacidade instalada foi de 97 para 117 milhões de passageiros/ano.

Energia

- 45 Usinas concedidas num total de 13.037 Megawatts;
- Acréscimo de 10 mil km na rede com investimentos de R$ 7,8 bilhões;
- Duplicada a capacidade de exportação do N para o SE;
- Cresceu 2,5 vezes a capacidade de importação do NE;
- Cresceu 45% a capacidade de importação do Sudeste/Centro-Oeste;
- Cresceu 87% a capacidade de importação do Sul
- Ampliação da malha de Gasodutos em todo país

Petrobras

- Em 2006, o Brasil tornou-se auto-suficiente em petróleo;
- Aumento da Produção de Óleo Crescimento;
- Aumento de 382% no Valor de Mercado da Empresa de U$ 15,5 bi em 2002 para U$ 74,8 bi em 2005

Fontes:
Secretaria Geral da Presidência da República
Organização:

Diretório Municipal do PT de Jundiaí (Junho de 2006)



segunda-feira, julho 03, 2006

Igualdade, Libertade e Fraternidade!!!

Isto foi publicado no site Epidemia Urbana exatamente à um ano, santa ironia! O título era outro, mas...

BRASIL, TERRA DE TODOS E DE NINGUÉM - 07/03/2005


Providência, é o que precisamos. Providência! Nem que seja divina. Até quando assistiremos calados?

Não é uma questão de propriedade, nem o conceito de fronteira. É apenas uma questão de justiça, pela igualdade, a favor da liberdade.

Tenho medo de que meus filhos não compreendam o significado das palavras “justiça”, “igualdade” e “liberdade”.Já vieram profetas, poetas, malucos, gente de todo tipo tentar devender tais ideais. Agora sonho apenas em defender o significado das palavras, ou no mínimo a manutenção delas no dicionário. Pois é lá, definitivamente, que residem as palavras que não tem utilidade prática.

Neste momento clamo por providência. Talvez clamasse por fraternidade, que nada!

Lutamos por liberdade, e conseguimos. Conseguimos uma liberdade limitada, assitida e velada. E tudo tem seu preço. É tudo que a justiça pode conseguir a quem não faz questão da igualdade.

No meio de tanta riqueza, clamamos por igualdade, e só conseguimos expressá-la em forma de uzura, ganância e sede de poder. Poder este que compra a justiça, promover a desigualdade e claro, compra sua liberdade para todo o sempre, te mantendo preso ao ciclo vicioso to poder, garantindo assim a sua própria "justiça".

Suplicamos por justiça, mas esta só funcionaria nos moldes da lei. Lei esta que não prega a igualdade e muito menos a pratica. Lei esta que restringe e define os limites da liberdade. Edificada por quem detém o poder de definir o que é certo ou errado com o único propósito de julgar e privar da liberade quem não a pode comprá-la.

Sendo a igualdade uma questão de justiça, somente podemos ser iguais compartilhando ideais. Ainda que a liberdade nos proporcione a oportunidade de gritar, ainda não aprendemos como, não entendemos o seu significado, tão pouco seu sabor.

Por esta razão clamo por providência, mas a quem, como?

Providência contra ninguem, providencia a favor de todos, a favor da nossa terra, em prol da igualdade entre seus filhos, da justiça contra os exploradores e traídos que não medem esforços para destruir qualquer vestígio dessa tal igualdade, tão pouco sabem o que significaria "fraternidade".


PAZ!



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terça-feira, junho 27, 2006

Leitura, a principal arma do PCC.

Várias semanas após o sangrento embate no Estado de São Paulo, entre representantes armados do poder público e a organização carcerária denominada PCC, as coisas começam a ficar claras e eu me arrisco menos ao afirmar que a saída para os problemas do Brasil é a leitura. Sem demagogias ou pseudo-intelectualismo.

Se você está lendo este texto, e ao menos possui a capacidade de compreendê-lo, sinta-se um brasileiro privilegiado. Minha afirmação de baseia em fatos, os quais colocam o líder do Primeiro Comando da Capital, de alcunha Marcola, um intelectual autodidata formado e pós-graduado no crime desde a mais tenra idade como um verdadeiro gênio, por ter lido mais de três mil títulos. A maioria na cadeia. Não me excederia se indagasse onde ele aprendeu a ler. Tão pouco me estarrecem os atentados por ele ordenados, nem a represália da polícia, frieza minha?! Claro que não, essa é só a ponta do Iceberg...

A leitura pode esclarecer e educar. A leitura fomenta sonhos, auto-estima, conhecimento e capacitação. Coisas tão em voga ultimamente.
Lendo seriamos capazes de evitar as pizzas que embrulhamos a cada CPI, de formar líderes comprometidos com a população, seria capaz de instruir todas as pessoas a não aceitar as migalhas do nosso próprio suor ofertadas como esmola através do sucateamento da saúde e educação pública.

Se nossos avós e pais lutaram pela liberdade de expressão, no fundo creio que eles gostariam de escrever tudo aquilo que hoje não lemos (se é que não escreveram). O hábito de ler desvendaria que não existem apenas o Jornal Estado de São e Paulo, o Globo e a revista Veja, as novelas deixariam de ser interessantes e o Faustão talvez pedisse demissão. Haveria maior procura pro bibliotecas a bocas de fumo. Saberíamos que existem outras opções à total alienação. Se lêssemos, saberíamos a diferença entre reivindicar e reclamar, entre viver e sobreviver, e a semelhança entre político, criminoso e policia.

A leitura poderia capacitar alguém coerente para dirigir uma força bélica, chamada Polícia Militar, ou de evitar que o Marcola viva do lado do Beira-Mar. A leitura conseguiria evitar todos os problemas sociais que se enveredaram, rolaram morro abaixo como uma grandiosa bola de neve e culminou no segundo levante do PCC.

A leitura criou o Monstro Marcola, a falta dela criou um povo mudo, estático, eternamente vítima, e uma classe dominante, mesquinha, burra e incapaz de compreender que matar o povo significa matar sua fonte de renda.

Eu poderia concluir estas linhas questionando quantos livros nossos líderes, eu ou você já lemos. Nem questionaria quantos livros os policiais militares lêem em média, bobagem. Mas displicentemente reafirmo que o problema não é o sistema carcerário, ou a morosidade da justiça, ou a total descrença com os poderes públicos, nem o nível de mediocridade que o nosso Estado alcançou, muito menos a elite branca e alienada, nosso problema é o analfabetismo. Não há outro meio de reverter tal situação sem leitura, se alguém lesse, entenderia que não há precedentes de tal afronta em nenhuma guerra civil da história contemporânea.


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segunda-feira, junho 12, 2006

Globalização do credo!

Num país onde quem sabe ler não entende mais de 30% de qualquer texto, o enlatado é o mais consumido. Culpa de quem? Me intriga muito como as coisas se relacionam para atender aos interesses comuns entre os setores do poder. A igreja, a política, o poder monetário, o fisco, a cultura e carência do povo brasileiro.
Enquanto imaginamos que no mundo não há mais espaço para as sociedades teocráticas, ficamos a mercê de empresários da fé. Trabalhando como verdadeiras transnacionais com seus capitais estrangeiros dentro do país, seja fazendo lob como governo ou com seus diferentes produtos e serviços a disposição daqueles que acreditam em algo melhor que o inferno que vivemos.

Nas entrelinhas das massivas campanhas publicitárias está sempre presente a promessa de um mundo melhor. Afinal, se não sabemos o que acontece depois do destino que iguala todos os seres da natureza, precisamos acreditar que do "outro lado" as coisas sejam melhores do que as atuais circuntâncias. E qualquer investimento neste sentido é o próprio exercício da fé, e logo é válido de alguma forma. Continuamos exercitando a fé quando ouvir idéias alheias é menos oneroso do que pensar.

Cito produtos pois as empresas que formam as igrejas evangélicas tem diversas faces, cada uma atendendo ao seu segmento. Isso não questão ideológica, não entre no consumismo de santinhos, camisetas, livros, cds, dvds, etc. Comparando com qualquer transnacional, os investimentos iniciais vieram de fora, dos reinos estadunidenses da fé, comercializam a fé criando necessidades de salvação, possuem o marketing mais agressivo do mercado, são isentos de impostos e ficam sem prestar contas ao estado, à sociedade e seus próprios fiéis.

A cada eleição, eles colocam um numero maior de representantes no governo, de forma a fomentar e exercer controle visando a manutenção das próprias regalias. Hoje falamos de 35% de representação entre os três poderes. Eis a ironia do Partido Liberal!

Os veículos de controle nacional, as tão conhecidas concessões do Estado e até mesmo canais particulares das redes de TV à cabo, estão cada vez mais congestionadas com figuras pedindo dízimos em troca de salvação. E cá entre nós, em todas as camadas sociais, o que mais desejamos nesta vida é estar a salvo.

Temos então o cenário perfeito. Povo carente, isenção de impostos, parlamentares, meios de comunicação de massa, controle ideológico e financiamento popular. Como parar tudo isso?

Minha sugestão é simples, Edir Macedo para presidente da República das Bananas. Afinal o Vaticano é muito arcaíco com suas dioceses e funcionários, parece uma verdadeira Estatal, não tem como concorrer. As culturas religiosas afro-descendentes não representam ameaça. A classe política tá desacreditada, e a República é um aborto nacional, seu modelo de representatividade nunca funcionará aqui, é balela, e todos sabem disso.

Eis que instituido o Estado Teocrático e a censura, poderemos explicar facilmente ao povo como que um país como o Brasil não vai para a frente. Resposta, por simples determinação divina. Não precisaremos ler, pois os sacerdotes (pastores) o farão nos cultos por nós, não precisaremos mais comer pois o alimento será espiritual, não precisaremos de escolas, iremos aos templos, a saúde pública será feita rezando, a constituição pode ser jogada no lixo, afinal não serve pra nada e a desgraça nossa de cada dia é a vontade de Jesus, assim seja, amém, aleluia!
Quase esqueci de citar que os seres pensantes serão presos ou mortos como falsos profetas, prefeito!


Globalizar a fé é um caminho interessante. Logo logo Hollywood entra na jogada e comeremos o pão de cristo com hamburger e picles e seu vinho sagrado será vendido com copo refil de 750ml. Claro, tudo taxado em dólar.

Filhos da puta, carniceiros, queimem no mármore do inferno!

P.S.: As putas que me perdoem, é só uma força de expressão.
P.S2.: Qualquer semelhança com outros momentos históricos é mera coincidência.

Wil

sexta-feira, junho 09, 2006

Pensamentos repentinos

Deixarei aqui alguns dos meus pensamentos repentinos que correm o risco de serem esquecidos pela correria do dia-a-dia... Creio que não seja nenhuma novidade, mas é algo que ecoa em minha mente por horas e preciso registrar.


Errar é humano, não uma escolha ou uma opção, é apenas um direito;
Opção, é exercitar o perdão, escolha é ser livre, ser feliz;

Faculta a cada ser exercer seus mais íntimos pensamentos, porém a culpa não é privilégio só de quem comete erros. Ela é apenas o castigo da consciência para com aqueles que não aprendem com os próprios erros.

O perdão é a maior das virtudes humanas, só ele é capaz de contemplar a plenitude to amor, seja o amor próprio ou ao próximo, a humildade, a caridade e a fé. Ele é capaz de nos libertar da culpa, da cobrança, da insegurança e do ódio.

Perdoar implica em rever-se íntimamente, para com os outros e com o universo;
Perdoar não é esquecer, é evoluir, é aprender;
Perdoar não redime ninguém, nem vítima, nem culpado.
Perdoar quebra o ciclo dos erros e carmas;
Perdoar faz bem, liberta;


Errar não é proibido, nem feio;
Proibido é ser inerte;
Feio é esquivar-se de responsabilidades;

Viver é amar, seja acertando, errando, perdoando ou corrigindo;
Viver é movimento, aprendizado, conquistas e derrotas. Dia-a-dia."

quarta-feira, maio 24, 2006

LAMBO, LEMBO, LIMBO!

O texto abaixo é o reflexo do colapso, pseudo-caos estabelecido e da representação do humor brasileiro, mais especificamente o paulista. É mesmo de rir. Nem adianta eu voltar àquela máxima comprada não lembro de qual ídolo, porém dogmatizada até que me provem o contrário. Qual a máxima? ah... A de que as revoluções só acontecem quando algum burguês se rebela. Hein? Eu diria as revoluções documentadas.
Aproveite a oportunidade de não estar bisbilhotando a vida alheia no Orkut e leia algo substancial. Cansa, né?! Ainda mais este assunto... Mas se você preferir, ignore... Afinal, se você acessa a internet, representa menos de 15% da população desta Zona, o Café Brasil! E claro, você pode garantir a estatística de semi-analfabetismo e continuar ignorando.
Não dou a mínima, mesmo! Afinal de contas, isso nunca chegará a ser lido por mais de 1% da população mesmo. FODA-SE! Psicologia barata é comigo mesmo...





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Marco Aurélio Weissheimer
O governador Cláudio Lembo (PFL), em entrevista a Mônica Bergamo, na "Folha de São Paulo", fez algumas das declarações mais duras e agudas contra a elite brasileira que se tem notícia nos últimos tempos. Não mediu palavras. O Brasil é governado por uma elite branca muito perversa. A burguesia brasileira terá de abrir a bolsa para sustentar a miséria social do país. Nossa burguesia devia é ficar quietinha pensar muito no que ela fez para este país. Essas foram algumas das declarações do governador paulista. Um homem do PFL, partido que, segundo a piada de Bergamo, cuja autoria Lembo reivindicou, está no poder desde que Cabral chegou ao Brasil. Na entrevista, o governador também destila ironia na direção do triunvirato tucano (Alckmin, Serra e Fernando Henrique Cardoso), que não teria manifestado grande solidariedade com a situação enfrentada por ele desde o final da semana passada. Mas o que foi que Lembo disse mesmo?
Muita gente não acreditou ao pegar a "Folha de São Paulo" nas mãos e ler a seguinte radiografia da elite brasileira: “O Brasil só acredita na camisa da seleção, que é símbolo de vitória. É um país que só conheceu derrotas. Derrotas sociais...Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa (...).Não há nada mais dramático do que as entrevistas da Folha (com socialites, artistas, empresários e celebridades) desta quarta-feira. Na sua linda casa, dizem que vão sair às ruas fazendo protesto. Vai fazer protesto nada! Vai é para o melhor restaurante cinco estrelas junto com outras figuras da política brasileira fazer o bom jantar (...).Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para este país (...).A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações”.
O LUGAR DE QUEM FALA
Essas declarações têm um significado adicional, além daquele expresso propriamente pelo seu conteúdo. E esse significado adicional diz respeito ao lugar de quem fala. Quem fala é um quadro dirigente do PFL que até bem pouco tempo era vice daquele que hoje é o candidato do PSDB à presidência da República, o sr. Geraldo Alckmin. Quem fala é alguém que conhece a elite de perto. Na entrevista, aponta alguns de seus hábitos, idéias e comportamentos. Não é a fala de um esquerdista panfletário discursando contra as elites brasileiras pela milésima vez. Se fosse, provavelmente não ganharia uma linha na imprensa. Não traria nada de novo. Quem fala é o governador do estado mais rico do país. É o principal mandato que o PFL ocupa hoje no Estado brasileiro. É a fala de alguém que manifesta desprezo por seus pares, um desprezo profundo, “quase classista”, com a licença do paradoxo. O modo como se refere às “dondocas de SP” é sintomático.
“O que eu vi (nas entrevistas para a Folha) foram dondocas de São Paulo dizendo coisinhas lindas. Não podiam dizer tanta tolice. Todos são bonzinhos publicamente. E depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços públicos. Querem estar sempre nos palácios dos governos porque querem ter benesses do governo. Isso não vai ter aqui nesses oito meses (prazo que resta para Lembo deixar o governo)”. Lembo foi mais longe, espacial e temporalmente, fazendo uma irônica homenagem à obra de Gilberto Freire: “A casa grande tinha tudo e a senzala não tinha nada. Então é um drama. É um país que quando os escravos foram libertados, quem recebeu indenização foi o senhor, e não os libertos, como aconteceu nos EUA. Então é um país cínico. É disso que nós temos que ter consciência. O cinismo nacional mata o Brasil. Este país tem que deixar de ser cínico. Vou falar a verdade, doa a quem doer, destrua a quem destruir, porque eu acho que só a verdade vai construir este país”. Mais claro, impossível.
“DECLARAÇÕES FORAM COMEDIDAS”
Se as declarações de Lembo contra a elite branca brasileira foram bombásticas, as reações de seus aliados no PFL e no PSDB expuseram um silêncio patético e constrangido, parecendo confirmar o diagnóstico do governador. O tom geral dessas reações foi: “vamos fazer de conta que não ouvimos o que ouvimos”. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que as declarações do governador foram “comedidas diante do que ele passou”. Comedidas? Imaginemos, por um segundo, o que Lembo diria se não fosse comedido. “Governador de São Paulo defende o fim da propriedade privada e a expropriação da burguesia brasileira”. “Lembo convoca Chávez para enfrentar elite brasileira”. Ou ainda: “Lembo declara guerra à elite de São Paulo”. Algo assim. Para Virgílio, a entrevista “foi a expressão de um governante naturalmente e compreensivelmente comovido com o drama que seus governados viveram”.
O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), ainda irritado com a escolha de José Jorge (PFL-PE) para ser o vice de Alckmin, preferiu o silêncio e não comentou as declarações de Lembo. O senador Romeu Tuma (PFL-SP) admitiu que o PSDB falhou no apoio a Lembo, que a entrevista atingiu Alckmin, e filosofou: “Medo não dá só em branco, dá em qualquer um. Foi um desabafo”. Um desabafo comedido e comovido, como diria o senador Arthur Virgílio. Aliás, o líder tucano também fez seu desabafo: “Não sei por que o Serra não ligou. Não faria mal ter ligado. Se o Fernando Henrique disse (ser contra supostas negociações com o PCC), era melhor não ter dito”. Os sites de PFL e PSDB simplesmente ignoraram a entrevista. Nenhuma palavra. Há uma certa coerência aí, medíocre, mas coerência. Se houve silêncio na hora de prestar solidariedade a Lembo, ele continuou quando o governador “desabafou”.
SILÊNCIOS RUIDOSOS
Lembo manifestou seu desconforto com tanto silêncio, um silêncio que só foi quebrado com uma bola nas costas do governador, lançada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que criticou a possibilidade de um acordo com o PCC). “Eu acho que o presidente Fernando Henrique poderia ter ficado silencioso. Ele deveria me conhecer e conhecer o governo de SP. Eu não posso admitir nem a hipótese de se pensar isso. Para opinar sobre um tema tão amargo, tão grave, ele teria que refletir, pensar. E se informar. Quanto ao presidente (FHC), pode ser que eventualmente ele tenha precedente sobre acordos. Eu não tenho”. Alckmin ligou duas vezes. “O senhor achou pouco?”, perguntou Mônica Bergamo. “Eu acho normal. Os pulsos (telefônicos) são tão caros”, respondeu Lembo. Já o ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado, José Serra, não ligou nenhuma vez, revelou Lembo. Serra é conhecido por ser um homem econômico.
Entre silêncios, bolas nas costas, evasivas e declarações ambíguas e protocolares, ninguém do PSDB e do PFL se atreveu a comentar abertamente o conteúdo da entrevista de Lembo. A própria entrevista pode fornecer uma chave para explicar esse silêncio. “Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para este país”. Provavelmente o chapéu não serviu a nenhuma cabeça. Trata-se de um silêncio de outro tipo. Um silêncio constrangido e perplexo. Dizer o quê, exatamente? Concordar com o diagnóstico de Lembo sobre o caráter perverso e pueril da elite branca brasileira? Tecer algum comentário sobre a necessidade de a burguesia brasileira abrir a bolsa para enfrentar a miséria social do país? O que fazer com isso? Talvez estejam apostando na máxima que diz: “Se nos mantivermos calados pensarão que somos filósofos”. Ou, melhor ainda, inocentes.
Marco Aurélio Weissheimer é jornalista da Agência Carta Maior (correio eletrônico: gamarra@hotmail.com)
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05.2006
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segunda-feira, maio 15, 2006

Marcelo D2, revide...

Prepotência, arrogância, demagogia e hipocrisia merecem retaliação.
Não será o Marcelo D2 quem vai escapar da minha mira. Vivemos um momento crítico onde ou a mídia começa a veicular a arte do povo para o povo, ou perde dinheiro, audiência e controle.

O RAP possui mais de 20 anos de estrada no Brasil, nasceu influenciado pelo som dos negros estadunidenses, sim, porém aqui nós sempre fazemos do nosso jeito. Alguns claro, se deslumbram com o show bizz, sucesso por fama, fama e dinheiro, e se perdem no caminho.

Desde que conheço o RAP, que começou com uma levada de curtição com RPW, Thaíde, Pepeu, Doctors Mc's, etc, o negócio era promover entertenimento nas quebradas, só bate-cabeça, então chegaram algumas cabeças pensantes e viraram a mesa, com ideologia, discursos contudentes, críticas e sugestões. Como uma verdadeira continuidade do PUNK, clamando por mudanças, falando alto.

Mesmo assim, algumas lendas sempre andavam ecoando no meu WalkMan, como Cypress Hill e Beastie Boys, mesmo que nesta época, minha adolecência me levasse para o Punk, HardCore e o Metal. Então aparece aqui no Brasil algo que misturava vários elementos do que eu curtia. E hoje consigo entender melhor, a legalização da maconha (Cypress Hill), o sarcasmo (Beastie Boys) e pancada na cozinha (Baixo - Batera) e o tal metal na guitarra. Nasce o tal do Planet Hemp, plagio compilado? Tire você a conclusão...

Depois o cabeça da banda resolve fazer a boa, e se lança como "under-ground" numa carreira solo, tendência na época, e vai abraçando as idéias do capital, e do benefício próprio. Ao meu ver, tudo legítimo, pois sempre preguei que sem atravessar o lado de ninguém, o cara se levanta da maneira que pode. Né?! Ideologia e responsabilidade fica pros mais utópicos, bobagem...

Mas pensando sobre as outras tendências e coincidências, o tal do Marcelo, faz estardalhaço de graça e ridiculariza os ex-companheiros e os Rappers brasileiros, por simples orgulho infantil ou marketing. Lá fora um loirinho fazia o mesmo, apadrinhado pelo Dr. Dree, mas isso é outra idéia. A creditibilidade vai pro saco quando ele começa atravessar a idéia alheia. Como diria o P9, eu só estou relacionando os fatos, o juízo cada que faz.


Não podemos desmerecer a produção do cara, afinal ele tem recursos e usa bem. Consegue participações muito especiais, mas não tem o direito de falar o que quer e bem entende. Se alguns rappers não dão entrevista, é por uma questão de respeito e responsabilidade. Afinal, se for pra falar besteira é melhor ficar calado.

Pensei muito antes de dar mais ibope ao cara, mas quer saber?! Ele abriu o precedente, fala o que quer, e eu na onda exercito meu direito de expressão. Toma lá dá cá.

Mistura de RAP com Samba, é vendido como uma invenção do cara, mas se olharmos o HipHop espalhado pelo mundo, temos a mistura do RAP com elementos das culturas locais, seja onde for. Nem entro nos verdadeiros méritos do Rappin Hood, ele não precisa de "Merchan". A questão é que entre um flash e outro, o MainStream trabalha a figurinha pra fazer do RAP uma nova "lambada" e claro, aniquilá-lo assim que não der mais lucro.

Mas quem quiser ouvir RAP de verdade, ideologia, compromisso e atitude, é fácil, basta fazer parte do povo, lá toca tudo que as rádios rejeitam, ao contrário dos discos que vendem com ajuda de jabá.

Ae Marcelinho, cascudo é seu blábláblá, sinistra é a sua prepotência, baixa a bola seu marionete! HipHop é compromisso, não é grife, presta mais atenção.


Wil



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