Sem muita inspiração para escrever sobre algo específico, deixo aqui algumas frases soltas:
A sociedade prepara o crime, o criminoso o comete...
No meu país podemos ver milhares de crianças nas ruas, mas quase não vemos infância.
Paz sem justiça não é paz, é apenas o silêncio da omissão.
Paz sem voz não é paz, é medo! (autor: Marcelo Yuka)
A diferença entre a guerra e o caos, é que na guerra se conhece o inimigo.
Ser brasileiro é ter sempre a certeza de que a culpa é do outro, principalmente se o outro se chama governo.
Vamos queimar os "Rolex" da hipocrisia.
O "cansaço" é a deserção de quem nunca foi à guerra, cujo medo supera o suor.
40 anos da morte de Che, 40 anos de histórias mal contadas e mal escritas. Ao menos ele não viveu pra conhecer o que se transformou o mundo que ele sonhava em mudar.
As contradições só acabam quando a gente morre (se é que acabam!).
Cultura é aquilo que fica quando você esquece o que aprendeu!!!! (de autor póstumo!)
Nascemos apenas uma vez na vida e morremos várias vezes até o final dela.
segunda-feira, outubro 15, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
Uma certa Aracy
Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.
Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.
Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Acabou sendo encarregada da seção de vistos.
No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país.
É aí que se revela o coração humanitário de Aracy. Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus.
Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.
Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.
Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?
Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos. Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira.
Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações.
O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher. Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí.
Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar. Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.
Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.
Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana.
Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos. Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade. Mas a sua história, os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas.
Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.
Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens. Uma brasileira de valor. Uma verdadeira cidadã do mundo.
com base no artigo Uma certa
Aracy, um certo João, de René Daniel Decol, publicado
na Revista Gol(de bordo), de agosto 2007.
Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.
Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.
Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Acabou sendo encarregada da seção de vistos.
No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país.
É aí que se revela o coração humanitário de Aracy. Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus.
Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.
Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.
Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?
Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos. Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira.
Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações.
O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher. Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí.
Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar. Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.
Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.
Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana.
Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos. Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade. Mas a sua história, os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas.
Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.
Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens. Uma brasileira de valor. Uma verdadeira cidadã do mundo.
com base no artigo Uma certa
Aracy, um certo João, de René Daniel Decol, publicado
na Revista Gol(de bordo), de agosto 2007.
terça-feira, setembro 25, 2007
Mano Brown no Roda Viva
Ontem eu parei tudo pra ver o INENTREVISTÁVEL Mano Brown, dos Racionais Mc's.
Os Racionais MC's já beiram os vinte anos de carreira e só agora a grande mídia pensa em ouvi-lo. Claro que não sou ingênuo de pensar que no próximo domingo ele estará no Faustão, o fato é que se trata de um programa respeitável, o Roda-Viva da TV Cultura.
Fiquei tremendamente curioso como o Brown iria se sair nessa, mais curioso ainda com os convidados entrevistadores. Entre eles, destaco apenas o Paulo Lins como alguém que conhece a realidade das periferias na carne, o resto, por melhor intencionado, só conhece a miséria pelo cinema, literatura e jornais, claro, com visões bem limitadas.
Percebi um Brown nervoso, inquieto e muito, mas muito "de segunda". No lugar dele acho que não reagiria diferente. Os dois primeiros blocos do programa foi de entrevistado e entrevistador pisando em ovos, ninguém se propôs a ir para o ataque. E como o próprio Brown disse, quando começou a se soltar, tava até "SUAVE", para um Roda-Viva. Ficou claro uma contradição pessoal sobre um tema muito complicado chamado liderança (o cagaço da elite), não sei se é uma estratégia de defesa, mas o Brown não quer o posto de líder da revolução, nem de referência para os jovens da periferia, ele se diz livre, um artista que vive da musica, mas inevitavelmente, a realidade mostra o contrário. A responsa é inevitável. E ele sabe o que é cobrança.
O que a grande mídia esperava, infelizmente não aconteceu, o episódio da Praça da Sé nem foi mencionado.. hahahahahahahah
Eu destaquei alguns trechos do Brown que me marcaram, mas que muitos não irão compreender fora do contexto... mesmo assim fica aqui registrado para pensarmos (claro que não conseguirei repetir com as mesmas palavras...):
"A periferia melhorou um grão de areia dentro do que precisa ser melhorado"
"A gente canta a rua e vive a rua, encontra a rua. Tudo que você fala, volta."
"Num vou dizer traficante, vou dizer comerciante. O cara é um comerciante como outro qualquer. "
"Os caras da Ambev, da 51, não vão pra cadeia. Toma 4 garrafas de cerveja pra você ver, cê vira o Superhomem na Marginal. Não vão pra cadeia porque não são pretos. "
"Hoje cê é jornalista, tá legal, amanhã cê num sabe. Pode estar no beco dos tristes também. Pra que condenar? Prefiro ouvir o que os caras tão pensando. "
"Hoje eu já não penso que o cara tem que protestar sempre no rap. Também precisa garantir o dele. O que um garoto que tá começando, escrevendo dentro do quarto dele, vai falar da vida, dos problemas sociais? É um fardo de 200 kg nas costas dele. "
"Branco, Preto é tudo a mesma coisa. Quem tá com nóis, se veste igual, anda igual, fala igual e tem os mesmos problemas, é tudo preto, não importa se tem o olho azul. "
A "finada" classe média aceita o RAP porque é decadente e tem que entender o que o empregado, o jardineiro, o motoboy diz, ele agora tem que pegar buzão, não dá mais pra se enconder dentro dos seus castelos. "
"O CEU é um castelo. É o que eu descrevo no Domingo no Parque. A Marta perdeu a eleição porque descasou, casou de novo com um argentino, as pessoas pensaram muito nisso. Agora, se vai dar resultado a gente vai ver daqui a 20 anos, se vai sair um Beethoven de lá. "
"As contradições só acabam quando a gente morre. "
segunda-feira, setembro 24, 2007
Tropa de Elite II - cont...
Foi uma ótima experiência escrever sobre algo que ainda não havia visto.
Percebi que minha visão sobre a polícia não é nem um pouco equivocada, porém o filme traz mais informações pra confirmar e compor o cenário da situação das instituições públicas responsáveis pela segurança pública. Um argumento muito forte do filme que vale à pena pensar é sobre as prioridades das instituições, ou seja, eles se preocupam antes de mais nada com os problemas internos eles, depois com as ordens das classes políticas, depois com os "acordos" de arrego/propina, o qual coloca os Aspirantes nas condições que citei anteriormente: Ou o cara aceita ser corrupto, ou se omite, ou ainda... vai para a guerra e em nenhuma delas, é possível valer a lei. Enquanto a ultima, a guerra, só lhe permite uma sobrevida se o oficial for capaz de "aplicar a lei sumariamente", mesmo transgredindo a própria lei, a qual não prevê a pena capital.
E em ultima instância, a preocupação da policia militar é para com a população e sua segurança.
Outro fatores importantíssimos, são as facetas das ONGs, da classe média e da indefectível população da Zona Sul que mal entende os pobres e viciados noticiários televisivos e ou dos jornalecos direitistas que se preocupam apenas em vender.
Os extremos e estereótipos do filme são fantásticos, gostei do enredo, da fotografia, da trilha sonora (Tihuana), do elenco e mais uma vez tenho que tirar o chapéu para o Wagner Moura.
Desde o momento que vi o filme até agora, revivo na minha cabeça uma raiva terrível, que transcende várias questões como a própria criminalização dos viciados em drogas, o cotidiano violento do qual eu escapei, mas muitos amigos de infância não. Também volto a me auto-questionar quanto a ascensão social obtida com tanto sacrificio e trabalho, a qual me tirou das estatísticas e me integrou à famosa classe média. E é aí que moram os conflitos, pois essa classe média que convivo é tão tapada e ignorante que não consegue compreender a própria burrice e culpa no que diz respeito à "questões sociais". Gastam mais num jantar do que o montante que pagam para seus empregados e não querem que os filhos destes tenham má índole e vivam na marginalidade.
Num resumo, poderia dizer que o filme expressou uma séria de questões que demandariam diversos debates. Mas as próprias circunstâncias do filme denunciam a diferença entre a vitima rica e a vítima pobre da violência. A primeira merece sempre cobertura televisiva e protestinhos com camisas brancas. Já o segundo, é um alívio para o Estado burguês, que pensa que um pobre morto é um pobre a menos. ERRADO!!! Um pobre morto ou preso representa no mínimo um orfão a mais (promissor bandido), sem considerar, é claro, o circulo-vicioso da justiça feita à bala dentro dos bairros que há tempos não acreditam nas intituições que se não os ignoram, os humilham constantemente.
Fecho reafirmando que no meio dessa porra toda, salvo raras exceções, só morre pobre, seja ele traficante, policial, trabalhador ou não.
Percebi que minha visão sobre a polícia não é nem um pouco equivocada, porém o filme traz mais informações pra confirmar e compor o cenário da situação das instituições públicas responsáveis pela segurança pública. Um argumento muito forte do filme que vale à pena pensar é sobre as prioridades das instituições, ou seja, eles se preocupam antes de mais nada com os problemas internos eles, depois com as ordens das classes políticas, depois com os "acordos" de arrego/propina, o qual coloca os Aspirantes nas condições que citei anteriormente: Ou o cara aceita ser corrupto, ou se omite, ou ainda... vai para a guerra e em nenhuma delas, é possível valer a lei. Enquanto a ultima, a guerra, só lhe permite uma sobrevida se o oficial for capaz de "aplicar a lei sumariamente", mesmo transgredindo a própria lei, a qual não prevê a pena capital.
E em ultima instância, a preocupação da policia militar é para com a população e sua segurança.
Outro fatores importantíssimos, são as facetas das ONGs, da classe média e da indefectível população da Zona Sul que mal entende os pobres e viciados noticiários televisivos e ou dos jornalecos direitistas que se preocupam apenas em vender.
Os extremos e estereótipos do filme são fantásticos, gostei do enredo, da fotografia, da trilha sonora (Tihuana), do elenco e mais uma vez tenho que tirar o chapéu para o Wagner Moura.
Desde o momento que vi o filme até agora, revivo na minha cabeça uma raiva terrível, que transcende várias questões como a própria criminalização dos viciados em drogas, o cotidiano violento do qual eu escapei, mas muitos amigos de infância não. Também volto a me auto-questionar quanto a ascensão social obtida com tanto sacrificio e trabalho, a qual me tirou das estatísticas e me integrou à famosa classe média. E é aí que moram os conflitos, pois essa classe média que convivo é tão tapada e ignorante que não consegue compreender a própria burrice e culpa no que diz respeito à "questões sociais". Gastam mais num jantar do que o montante que pagam para seus empregados e não querem que os filhos destes tenham má índole e vivam na marginalidade.
Num resumo, poderia dizer que o filme expressou uma séria de questões que demandariam diversos debates. Mas as próprias circunstâncias do filme denunciam a diferença entre a vitima rica e a vítima pobre da violência. A primeira merece sempre cobertura televisiva e protestinhos com camisas brancas. Já o segundo, é um alívio para o Estado burguês, que pensa que um pobre morto é um pobre a menos. ERRADO!!! Um pobre morto ou preso representa no mínimo um orfão a mais (promissor bandido), sem considerar, é claro, o circulo-vicioso da justiça feita à bala dentro dos bairros que há tempos não acreditam nas intituições que se não os ignoram, os humilham constantemente.
Fecho reafirmando que no meio dessa porra toda, salvo raras exceções, só morre pobre, seja ele traficante, policial, trabalhador ou não.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Tropa de Elite
"Tropa de Elite" filme de José Padilha, o mesmo diretor de Ônibus 174 traz para as telas do cinema uma visão do cotidiano dos oficiais do BOPE - Batalhão de Operações Especiais.O BOPE que tive o desprazer de conhecer pelas páginas do livro ABUSADO de Caco Barcelos, é uma versão carioca dos carniceiros da ROTA paulistana, tem fama de incorruptível e bem treinada. Fama.
Houve tentativas de boicote às filmagens por policiais que temem ver a imagem da corporação denegrida, há outros que já viram o filme - que vazou na internet antes da pré-estréia - e acreditam ser um bom retrato da vida desses pobres diabos, chamados oficiais de segurança pública.
O BOPE, se não me engano são os mesmos que utilizam o "Caveirão", aquela máquina de guerra horrível que parece a carruagem do diabo. Não quero sentar o pau na imagem da polícia, de forma alguma. Eu nunca morei no RIO e não posso encher a boca pra falar do BOPE, mas sei o que é a ROTA, a CHOQUE e a Tático Sul de Sampa, e te garanto, não tenho motivo algum de orgulho, muito menos me sinto seguro na presença deles.
Minha medíocre opinião sobre a policia começa a partir das retóricas sobre sua própria origem e lema de "Servir e Proteger", só que eu nunca fui servido ou protegido por eles, e creio que grande parte da população também não. Também vejo a policia como a única política publica que efetivamente chega nas favelas e morros... Só que eles nunca aparecem pra ajudar, é sempre com o pé na porta, tapa na cara, etc.
Existem fatores interessantes para se pensar sobre a figura do agente de segurança pública que não fica atrás de uma mesa, ou seja, de quem vai pra guerra todos os dias nas grandes cidades brasileiras. Quem são esses homens? Qual a origem deles? Quais motivos o levaram a escolher tal carreira profissional? Inclinações heróicas ideológicas, situação financeira, status, poder ou o que?
Por que se pensarmos o que leva um cidadão a se tornar policial, veremos que em muitas vezes o sujeito busca uma ascensão social e um status (inabalável) que lhe confere poder de "OTORIDADI", eis a pobre psique do ser humano, querer servir a lei para estar acima dela, hahaha.
Outra perguntinha boba me veio à mente, por que será que sempre encontramos policiais envolvidos nos grupos de extermínio?
Penso que eles são tão vítimas quanto o resto da população, onde as leis são completamente falhas e as instituições judiciárias e prisionais são tão vergonhosas que só agravam todos os nossos problemas relativos à segurança pública e violência urbana.
Não vejo necessidade nenhuma de citar detalhes sobre a Candelária, Carandiru, chacina da baixada fluminense, ou qualquer outra chacina escancaradamente de responsabilidade dos fantoches fardados, nem mesmo sobre os grupos de extermínio de São Paulo, Salvador e a sinergia entre o crime organizado e as "otoridadis".
Houve até confusão com a instituição em questões privadas que envolvem o filme onde a Justiça foi solicitada e atuante [incrível]. Pois os policiais queriam ver a pré-estréia à força, digo solicitaram dentro dos tramites legais hehehe.... E não conseguiram... kkkk. Isso denota o quanto infantil, falho e viciado é o nosso mundinho de mocinhos e bandidos, com juizes, advogados, policia e blábláblá...
Durante as filmagens houve seqüestros (da equipe), armas roubadas, etc. Fico só imaginando a galera da favela empolgada com as filmagens e a policia cagando de medo de se expor mais. E aqueles malucos filmando e se deparando com a realidade onde as balas não são de festim tão pouco os figurantes são meros figurantes.
E assim entra para o nosso HALL de "Retratos da realidade Brazileira" (com "z" mesmo!) mais um filme que não traz esperança, que não mostra saída e que no final será exportado para o mundo e novamente os demagogos irão criticar o fato de o Brasil ser sempre retratado aos avessos... Outros ficarão eufóricos com a possibilidade de concorrer ao Oscar [kkkkkkk]. E que mesmo assim irá comover ou convencer menos que a novela das oito (ou seria das nove?).
O que poucos sabem é que a guerra civil já está em curso há alguns anos, só que nessa guerra ninguém almeja nada além da própria sobrevida. E o mais triste é que mesmo tendo bandido contra bandido, sejam eles policiais ou não, o saldo de mortos sempre é de pobres. A classe média fica apavorada, puta e eternamente alienada, os cuzões exploradores magnatas só querem saber do seu payground aqui no Braza e dos seus investimentos pra sustentar suas excentricidades. E as “alas definitivamente esquecidas” da sociedade, têm um saldo de mortos maior que a guerra do Bush. Nestas "alas definitivamente esquecidas" residem os provedores de alegria da burguesia, ditos traficantes e toda sua estrutura (do vapor ao gerente da boca), a população das periferias e favelas, os próprios soldados (e toda a baixa patente) das policias e como não podemos nunca esquecer, reside também a VERGONHA NA CARA (assassinada pelos governos, bem antes de existir governo).
Quem adora cinema como eu, entre a realidade fictícia e ficção das verdades a serviço da hipocrisia, no final fica contente com mais uma produção nacional, mais uma tentativa de documentar nossa desgraça e claro, com o atrasado protesto.
Termino com alguns dos gritos de guerra do BOPE:
O interrogatório é muito fácil de fazer/pega o favelado e dá porrada até doer/O interrogatório é muito fácil de acabar/pega o bandido e dá porrada até matar.
Esse sangue é muito bom,/ já provei não tem perigo/é melhor do que café,/ é o sangue do inimigo.
Bandido favelado/ não se varre com vassoura/se varre com granada,/ com fuzil, metralhadora
SALVE O LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA ??????? não não e NÃO
hahahahah não sacaneia... já não basta o Coronel do BOPE se chamar Príncipe????
quinta-feira, setembro 06, 2007
Vou estar te transferindo....
Antes de criticar o "gerundismo", vale à pena fazer uma breve reflexão sobre o trabalho dos atendentes de telemarketing. O telemarketing, hoje, disputa a mão de obra com o tráfico de drogas.
Já ouvi e reproduzi várias chacotas sobre o incomodo que é o tal telemarketing ativo, ou seja, aquele que te empurra serviços e produtos goela à baixo, ou o passivo, quando você fica horas esperando na linha e sempre é direcionado ao próximo atendente e tem que repetir (tem que estar repetindo... hehehe) toda a história e seus dados mil vezes... Esses problemas acho que todos já se depararam alguma vez, mas o que me encoraja a escrever este post é o que penso sobre este "Mercado de Trabalho" e não sobre o gerundismo.
- Só um minuto....
[silencio]
- Obrigado por aguardar, o post vai estar começando agora.
Vale lembrar que esse mercado de trabalho é o destino de muitos jovens pobres das grandes cidades. Tal como no tráfico, o trabalho é desumano e em horários e escalas absurdas que chegam a impedir que o jovem estude. E tal como no tráfico, tem sempre um monte de abutres ganhando grana terceirizando sua mão-de-obra e detonando com os direitos trabalhistas dessa moçada. E em ambos os casos, o jovem entrega ao cliente, como produto final, uma verdadeira "droga", e tal como nós (usuários), somos todos vítimas.
A culpa é de quem?
Minha que não é, logo vou estar lhe transferindo para outro departamento responsável pela culpa. O revoltado mané agradece a sua atenção em ler as linhas acima, tenha um bom dia, até logo!
Já ouvi e reproduzi várias chacotas sobre o incomodo que é o tal telemarketing ativo, ou seja, aquele que te empurra serviços e produtos goela à baixo, ou o passivo, quando você fica horas esperando na linha e sempre é direcionado ao próximo atendente e tem que repetir (tem que estar repetindo... hehehe) toda a história e seus dados mil vezes... Esses problemas acho que todos já se depararam alguma vez, mas o que me encoraja a escrever este post é o que penso sobre este "Mercado de Trabalho" e não sobre o gerundismo.
- Só um minuto....
[silencio]
- Obrigado por aguardar, o post vai estar começando agora.
Vale lembrar que esse mercado de trabalho é o destino de muitos jovens pobres das grandes cidades. Tal como no tráfico, o trabalho é desumano e em horários e escalas absurdas que chegam a impedir que o jovem estude. E tal como no tráfico, tem sempre um monte de abutres ganhando grana terceirizando sua mão-de-obra e detonando com os direitos trabalhistas dessa moçada. E em ambos os casos, o jovem entrega ao cliente, como produto final, uma verdadeira "droga", e tal como nós (usuários), somos todos vítimas.
A culpa é de quem?
Minha que não é, logo vou estar lhe transferindo para outro departamento responsável pela culpa. O revoltado mané agradece a sua atenção em ler as linhas acima, tenha um bom dia, até logo!
sexta-feira, agosto 24, 2007
Com a palavra Dr. Drauzio
Já que não dá mais tanto Ibope o caos aéreo, agora chegou a vez de sermos açoitados diariamente com o caos da saúde publica. O esquema é o mesmo... Pega-se o caso mais grave e dá-lhe um tratamento ostensivo e generalizado, como se fosse assunto novo. A tal greve dos profissionais de saúde no Estado de Alagoas é sério sim. Mas vender notícia é mais sério ainda. Afinal isso também é culpa do desdedado. Faltam dizer até que a saúde publica virou problema de alguns anos pra cá. No texto abaixo, não está implícita a questão dos cartéis de planos de saúde nem a exploração da "mão-de-obra", muito menos o fato dos novos médicos se formarem em instituições duvidosas. Bem, dou a palavra ao Dr. Drauzio:
"O exercício da medicina por mais de 30 anos me concede a liberdade de aconselhar os médicos mais jovens, mesmo consciente da péssima reputação de que os conselhos gratuitos gozam. É que o passar dos anos desperta nos mais velhos o desejo compulsivo de recomendar aos que ensaiam os primeiros passos que sejam mais espertos e evitem os erros que a ingenuidade nos fez cometer.
Está na hora de acabar com o ritual do juramento de Hipócrates nas cerimônias de formatura. Para que manter essa tradição? (...) Soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-no feito papagaios. Que me desculpem os tradicionalistas, mas faz sentido jurar por Apolo, Asclépios, Higéia e Panacéia não fazer sexo com escravos quando entramos na casa de nossos pacientes? Ou não usar o bisturi, mesmo em casos de cálculos nos rins? (...)
Embora o juramento contenha intenções filosóficas louváveis a respeito da ética no relacionamento com as pessoas que nos procuram em momentos de fragilidade física e psicológica, convenhamos que a visão social do pai da medicina deixava muito a desejar. (...) Sem desmerecer o valor científico de Hipócrates, observador de raro talento, que fugiu das explicações religiosas e sobrenaturais, deixou descrições precisas de enfermidades desconhecidas na época e abriu caminho para a medicina baseada em evidências, repetir o juramento escrito por ele sem fazer menção ao papel do médico na preservação da saúde e na prevenção de doenças na comunidade é fazer vistas grossas à responsabilidade social inerente à profissão.
Por outro lado, aos olhos da sociedade, a mera existência de um juramento solene dá a impressão de que somos sacerdotes e de que devemos dedicação total aos que nos procuram, sem manifestarmos preocupação com aspectos materiais como as condições de trabalho ou a remuneração pelos serviços prestados, para a felicidade de tantos empresários gananciosos.
Por causa desse pretenso sacerdócio, os médicos se submetem ao absurdo medieval dos plantões de 24 horas, seguidos por mais 12 horas de trabalho continuado no dia seguinte, em claro desprezo à própria saúde e colocando em risco a dos doentes atendidos nesses momentos de cansaço extremo. Outros podem passar por isso uma vez ou outra, mas nunca sistematicamente, todas as semanas, contrariando o mais elementar dos direitos trabalhistas: o de dormir.
O que faz da medicina uma profissão respeitável não são as noites em claro nem o conteúdo do que juramos uma vez na vida, muito menos a aparência sacerdotal, mas o compromisso diário com os doentes que nos procuram e com a promoção de medidas para melhorar a saúde das comunidades em que atuamos.
Para cumprir o que a sociedade espera de nós, é preciso lutar por salários dignos, porque hoje é humanamente impossível ser bom médico sem assinar revistas especializadas, ter acesso à internet, freqüentar congressos e estar alfabetizado em inglês, língua oficial das publicações científicas. (...) Medicina não é profissão para aqueles que têm preguiça de estudar.
"Apesar de absolutamente necessário, o domínio da técnica não basta. O exercício da medicina envolve a arte de ouvir as pessoas, de observá-las, de examiná-las, interpretar-lhes as palavras e de discutir com elas as opções mais adequadas. O tempo dos que impunham suas condutas sem dar explicações, em receituários cheios de garranchos, já passou e não voltará.
Talvez a aquisição mais importante da maturidade profissional seja a consciência de que a falta de tempo não serve de desculpa para deixarmos de escutar a história que os doentes contam. De fato, muitos deles se perdem com informações irrelevantes, embaralham queixas, sintomas e, se lhes perguntamos quando surgiu a dor nas costas, respondem que foi no casamento da sobrinha. Nesses casos, o médico competente é capaz de assumir com delicadeza o comando do interrogatório de forma a torná-lo objetivo e exeqüível num tempo razoável.
Nessa área, sim, temos muito a aprender com os velhos mestres. Hipócrates acreditava que a arte da medicina está em observar. Dizia que a fama de um médico depende mais de sua capacidade de fazer prognósticos do que de fazer diagnósticos. Queria ensinar que ao paciente interessa mais saber o que lhe acontecerá nos dias seguintes do que o nome de sua doença. Explicar claramente a natureza da enfermidade e como agir para enfrentá-la alivia a angústia de estar doente e aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento.
Muitos procuram nossa profissão imbuídos do desejo altruístico de salvar vidas. Nesse caso, encontrariam mais realização no Corpo de Bombeiros, porque a lista de doenças para as quais não existe cura é interminável. Curar é finalidade secundária da medicina, se tanto; o objetivo fundamental de nossa profissão é aliviar o sofrimento humano". - Drauzio Varela
"O exercício da medicina por mais de 30 anos me concede a liberdade de aconselhar os médicos mais jovens, mesmo consciente da péssima reputação de que os conselhos gratuitos gozam. É que o passar dos anos desperta nos mais velhos o desejo compulsivo de recomendar aos que ensaiam os primeiros passos que sejam mais espertos e evitem os erros que a ingenuidade nos fez cometer.
Está na hora de acabar com o ritual do juramento de Hipócrates nas cerimônias de formatura. Para que manter essa tradição? (...) Soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-no feito papagaios. Que me desculpem os tradicionalistas, mas faz sentido jurar por Apolo, Asclépios, Higéia e Panacéia não fazer sexo com escravos quando entramos na casa de nossos pacientes? Ou não usar o bisturi, mesmo em casos de cálculos nos rins? (...)
Embora o juramento contenha intenções filosóficas louváveis a respeito da ética no relacionamento com as pessoas que nos procuram em momentos de fragilidade física e psicológica, convenhamos que a visão social do pai da medicina deixava muito a desejar. (...) Sem desmerecer o valor científico de Hipócrates, observador de raro talento, que fugiu das explicações religiosas e sobrenaturais, deixou descrições precisas de enfermidades desconhecidas na época e abriu caminho para a medicina baseada em evidências, repetir o juramento escrito por ele sem fazer menção ao papel do médico na preservação da saúde e na prevenção de doenças na comunidade é fazer vistas grossas à responsabilidade social inerente à profissão.
Por outro lado, aos olhos da sociedade, a mera existência de um juramento solene dá a impressão de que somos sacerdotes e de que devemos dedicação total aos que nos procuram, sem manifestarmos preocupação com aspectos materiais como as condições de trabalho ou a remuneração pelos serviços prestados, para a felicidade de tantos empresários gananciosos.
Por causa desse pretenso sacerdócio, os médicos se submetem ao absurdo medieval dos plantões de 24 horas, seguidos por mais 12 horas de trabalho continuado no dia seguinte, em claro desprezo à própria saúde e colocando em risco a dos doentes atendidos nesses momentos de cansaço extremo. Outros podem passar por isso uma vez ou outra, mas nunca sistematicamente, todas as semanas, contrariando o mais elementar dos direitos trabalhistas: o de dormir.
O que faz da medicina uma profissão respeitável não são as noites em claro nem o conteúdo do que juramos uma vez na vida, muito menos a aparência sacerdotal, mas o compromisso diário com os doentes que nos procuram e com a promoção de medidas para melhorar a saúde das comunidades em que atuamos.
Para cumprir o que a sociedade espera de nós, é preciso lutar por salários dignos, porque hoje é humanamente impossível ser bom médico sem assinar revistas especializadas, ter acesso à internet, freqüentar congressos e estar alfabetizado em inglês, língua oficial das publicações científicas. (...) Medicina não é profissão para aqueles que têm preguiça de estudar.
"Apesar de absolutamente necessário, o domínio da técnica não basta. O exercício da medicina envolve a arte de ouvir as pessoas, de observá-las, de examiná-las, interpretar-lhes as palavras e de discutir com elas as opções mais adequadas. O tempo dos que impunham suas condutas sem dar explicações, em receituários cheios de garranchos, já passou e não voltará.
Talvez a aquisição mais importante da maturidade profissional seja a consciência de que a falta de tempo não serve de desculpa para deixarmos de escutar a história que os doentes contam. De fato, muitos deles se perdem com informações irrelevantes, embaralham queixas, sintomas e, se lhes perguntamos quando surgiu a dor nas costas, respondem que foi no casamento da sobrinha. Nesses casos, o médico competente é capaz de assumir com delicadeza o comando do interrogatório de forma a torná-lo objetivo e exeqüível num tempo razoável.
Nessa área, sim, temos muito a aprender com os velhos mestres. Hipócrates acreditava que a arte da medicina está em observar. Dizia que a fama de um médico depende mais de sua capacidade de fazer prognósticos do que de fazer diagnósticos. Queria ensinar que ao paciente interessa mais saber o que lhe acontecerá nos dias seguintes do que o nome de sua doença. Explicar claramente a natureza da enfermidade e como agir para enfrentá-la alivia a angústia de estar doente e aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento.
Muitos procuram nossa profissão imbuídos do desejo altruístico de salvar vidas. Nesse caso, encontrariam mais realização no Corpo de Bombeiros, porque a lista de doenças para as quais não existe cura é interminável. Curar é finalidade secundária da medicina, se tanto; o objetivo fundamental de nossa profissão é aliviar o sofrimento humano". - Drauzio Varela
quinta-feira, agosto 23, 2007
Ajude abafar mais esse!
Ontem mesmo eu conversava durante o almoço sobre o significado da palavra preconceito. Quem diz ser desprovido, não sabe o que é. Outra coisa é a tal discriminação. Agora racismo ou ostracismo é o fim da linha.
Na minha lista de "pendências" me consta um item "post de repúdio aos ovos da elite". Será que desta vez eu consigo?
Porra!!!!! Escrever sobre ódio? É isso aí!
Ódio. É o que tem uma meia-dúzia de sortudos que insistem em viver no grau máximo da futilidade.
Muito ódio. É o que sinto quando vejo os malditos filmes no youtube.
Revolta. Ela até me arranca as palavras e joga longe.
Repúdio. É pouco.
Vingança. Vem à cavalo!!! Acredite quem quiser, o mundo gira.
Veja os videos...
Agora sim posso exercer meu maldito preconceito. Não aturo gente fútil. Não aturo essa classe média, branca, burra, irresponsável, manipulada, cega, mesquinha e autodestrutível.
Boninho é na verdade um "malinha". Indigno de dó, mais um peso no mundo. O ícone do sucesso burguês. Poderia dizer que seus pais gastavam mais tempo dando uns tecos com Narcisa e companhia, do que dando atenção pra essa criança vazia e carente. Eis o brilho do Leblon. Ofoscou a família, ofuscou o respeito. É pra isso que a minha geração foi programada. Pra ser meros consumidores. Nos shoppings, na "night", nas boutiques, vitimas do status, da ostentação. Ninguém quer nada de verdade. A programação que define sua tribo, suas idéias, sua droga, sua dependência, sua burrice, sua arrogância, sua completa alienação.
Eis que nós, os pobres, os desprovidos de educação, sabemos ler, sabemos interpretar. Nos habituamos com a desigualdade, com a manipulação, mas não com a humilhação, muito menos nos rendemos. Nós que éramos o alvo da manipulação executada pelo Boni Pai, vemos no que se transformou seu filhote que nasceu com $orte e "boa-família" num verdadeiro verme, num nada, e lá se foi muita grana empregada em sua educação... hahahah isso é a piada da nossa "medíocrecracia". Nem faço mais piada com a tal justiça que carimba o pobre como culpado antes de nascer e dá imunidade pra esses idiotas acéfalos.
Um recadinho pra quem "CANSOU", ou seja, o cérebro atrofiou:
- Assine aqui, vista sua camisetinha "Sou da Paz" e pule naquele burraco ali. A segunda opção você já conhece, continue fazendo peso na terra até ser abordado... Quem não nasceu com $orte não pode se dar ao luxo de ficar "CANSADO"!!!!
Como sempre digo, pode ser daqui 5 minutos ou daqui 300 anos. Quando mandarem a conta, quero ver se eles aguentam o tranco.
Talvez ainda seja possível ser otimista. Afinal rico ou pobre, todo mundo morre!
(juro que não fiz questão que rimasse, e também parei de apoiar chacinas em festas Black-Tie, sou humanista, heeheheh)
Durante a semana toda me ficou ecoando aquele velho som que diz:
WE DONT NEED NO EDUCATION!!!!
Na minha lista de "pendências" me consta um item "post de repúdio aos ovos da elite". Será que desta vez eu consigo?
Porra!!!!! Escrever sobre ódio? É isso aí!
Ódio. É o que tem uma meia-dúzia de sortudos que insistem em viver no grau máximo da futilidade.
Muito ódio. É o que sinto quando vejo os malditos filmes no youtube.
Revolta. Ela até me arranca as palavras e joga longe.
Repúdio. É pouco.
Vingança. Vem à cavalo!!! Acredite quem quiser, o mundo gira.
Veja os videos...
Agora sim posso exercer meu maldito preconceito. Não aturo gente fútil. Não aturo essa classe média, branca, burra, irresponsável, manipulada, cega, mesquinha e autodestrutível.
Boninho é na verdade um "malinha". Indigno de dó, mais um peso no mundo. O ícone do sucesso burguês. Poderia dizer que seus pais gastavam mais tempo dando uns tecos com Narcisa e companhia, do que dando atenção pra essa criança vazia e carente. Eis o brilho do Leblon. Ofoscou a família, ofuscou o respeito. É pra isso que a minha geração foi programada. Pra ser meros consumidores. Nos shoppings, na "night", nas boutiques, vitimas do status, da ostentação. Ninguém quer nada de verdade. A programação que define sua tribo, suas idéias, sua droga, sua dependência, sua burrice, sua arrogância, sua completa alienação.
Eis que nós, os pobres, os desprovidos de educação, sabemos ler, sabemos interpretar. Nos habituamos com a desigualdade, com a manipulação, mas não com a humilhação, muito menos nos rendemos. Nós que éramos o alvo da manipulação executada pelo Boni Pai, vemos no que se transformou seu filhote que nasceu com $orte e "boa-família" num verdadeiro verme, num nada, e lá se foi muita grana empregada em sua educação... hahahah isso é a piada da nossa "medíocrecracia". Nem faço mais piada com a tal justiça que carimba o pobre como culpado antes de nascer e dá imunidade pra esses idiotas acéfalos.
Um recadinho pra quem "CANSOU", ou seja, o cérebro atrofiou:
- Assine aqui, vista sua camisetinha "Sou da Paz" e pule naquele burraco ali. A segunda opção você já conhece, continue fazendo peso na terra até ser abordado... Quem não nasceu com $orte não pode se dar ao luxo de ficar "CANSADO"!!!!
Como sempre digo, pode ser daqui 5 minutos ou daqui 300 anos. Quando mandarem a conta, quero ver se eles aguentam o tranco.
Talvez ainda seja possível ser otimista. Afinal rico ou pobre, todo mundo morre!
(juro que não fiz questão que rimasse, e também parei de apoiar chacinas em festas Black-Tie, sou humanista, heeheheh)
Durante a semana toda me ficou ecoando aquele velho som que diz:
WE DONT NEED NO EDUCATION!!!!
terça-feira, agosto 14, 2007
PF e DEA
Mais uma vez preciso começar minhas pobres letras dizendo que não faço apologia ao crime, óbvio. Mas enquanto a maldita mídia continuar açoitando a inteligência da população eu não sossego.
Certa vez li uma entrevista de um ex-diretor da PF que afirmou por A + B que a PF é sim financiada pelo DEA (a narcóticos dos Estadunidenses) e deu detalhes sobre como funcionam as coisas.
O traficante mais procurado do mundo, Juan Carlos Ramirez Abadía, foi capturado em São Paulo numa missão digna de seriado gringo; O FBI oferece em seu site a recompensa de 5 milhões de verdinhas pra quem der informações sobre o traficante; A PF recusa a tal recompensa (Wanted Dead or Alive!!!).
Como sempre digo, somando 1 + 1 tem que resultar em 2. Mas no Brasil, as coisas são diferentes.
Se alguém da PF tivesse chegado à uma pista do traficante, poderíamos contar com o altruísmo do oficial que não se sentiu tentado à ficar com o tal REWARD $5,000,000.00. ????
Teoria conspiratória do gueto:
O DEA, FBI ou qualquer polícia do mundo não pode chegar aqui e grampear ninguém... bóvio!!!
Mas eles podem mandar nos seus subordinados da PF, os quais efetuam a prisão, e Hollywood manda um bom camera-man para filmar a ação que se dá com o famoso "-A CASA CAIU!" e não o clássico "- Você tem o direito de permanecer calado, tudo que disser poderá ser usado contra você no tribunal". Eu queria muito ver as gravações da ação sem a maldita edição das imagens.
Só que a parte mais interesante, que seriam as arestas da suposta investigação da PF, onde até agora não caiu nenhum funcionário público, não chegará à lugar nenhum, é ali a mina de ouro e o calcanhar de aquiles do esquema todo. Quando chegarem nos "NARANJAS" a investigação pára, caso contrário teríamos que construir uma grade em torno do próprio prédio da PF e quem sabe até de brasília.
E não é à toa que o próprio Abadia declarou não ter medo de ficar preso aqui. Bobinho ele, não?
Aqui rolaria um frigobar, celular via satélite, TV à cabo e visitas íntimas heheheh.
O que mais me espantou até agora sobre o caso é a constatação sobre o método empregado no transporte de farinha pra terra do Tio SAN. O maluco mandava várias toneladas por vez pelo fundo do mar, num submarino que tem forma de míssel. E aqui fica a dica para o Mano BIN...
Ouvi dizer que Antrax é mais leve que pasta base de coca.
Desconsiderando o papel fundamental empregado pelo narcotráfico na manutenção do capitalismo selvagem, ainda fica no ar a questão sobre a saúde pública dos maiores consumidores de pó do planeta... muita gente não toca no assunto, mas no American Way of Life, o consumo de drogas garante a sobrevivência dos "loosers" e as festinhas dos fodões... será que a abstinência causada pelos preços inflacionados do pó (consequência considerável) pode gerar mais violência no país dos maníacos genocídas. Quando tempo leva até o próximo atirador entrar em ação em alguma escola Estadunidense? E como ficaria a criatividade dos concorrentes ao próximo Oscar?
Quase esqueci... só não pegaram o maluco antes por conta das incontáveis greves da PF.. hahahahah
Certa vez li uma entrevista de um ex-diretor da PF que afirmou por A + B que a PF é sim financiada pelo DEA (a narcóticos dos Estadunidenses) e deu detalhes sobre como funcionam as coisas.
O traficante mais procurado do mundo, Juan Carlos Ramirez Abadía, foi capturado em São Paulo numa missão digna de seriado gringo; O FBI oferece em seu site a recompensa de 5 milhões de verdinhas pra quem der informações sobre o traficante; A PF recusa a tal recompensa (Wanted Dead or Alive!!!).
Como sempre digo, somando 1 + 1 tem que resultar em 2. Mas no Brasil, as coisas são diferentes.
Se alguém da PF tivesse chegado à uma pista do traficante, poderíamos contar com o altruísmo do oficial que não se sentiu tentado à ficar com o tal REWARD $5,000,000.00. ????
Teoria conspiratória do gueto:
O DEA, FBI ou qualquer polícia do mundo não pode chegar aqui e grampear ninguém... bóvio!!!
Mas eles podem mandar nos seus subordinados da PF, os quais efetuam a prisão, e Hollywood manda um bom camera-man para filmar a ação que se dá com o famoso "-A CASA CAIU!" e não o clássico "- Você tem o direito de permanecer calado, tudo que disser poderá ser usado contra você no tribunal". Eu queria muito ver as gravações da ação sem a maldita edição das imagens.
Só que a parte mais interesante, que seriam as arestas da suposta investigação da PF, onde até agora não caiu nenhum funcionário público, não chegará à lugar nenhum, é ali a mina de ouro e o calcanhar de aquiles do esquema todo. Quando chegarem nos "NARANJAS" a investigação pára, caso contrário teríamos que construir uma grade em torno do próprio prédio da PF e quem sabe até de brasília.
E não é à toa que o próprio Abadia declarou não ter medo de ficar preso aqui. Bobinho ele, não?
Aqui rolaria um frigobar, celular via satélite, TV à cabo e visitas íntimas heheheh.
O que mais me espantou até agora sobre o caso é a constatação sobre o método empregado no transporte de farinha pra terra do Tio SAN. O maluco mandava várias toneladas por vez pelo fundo do mar, num submarino que tem forma de míssel. E aqui fica a dica para o Mano BIN...
Ouvi dizer que Antrax é mais leve que pasta base de coca.
Desconsiderando o papel fundamental empregado pelo narcotráfico na manutenção do capitalismo selvagem, ainda fica no ar a questão sobre a saúde pública dos maiores consumidores de pó do planeta... muita gente não toca no assunto, mas no American Way of Life, o consumo de drogas garante a sobrevivência dos "loosers" e as festinhas dos fodões... será que a abstinência causada pelos preços inflacionados do pó (consequência considerável) pode gerar mais violência no país dos maníacos genocídas. Quando tempo leva até o próximo atirador entrar em ação em alguma escola Estadunidense? E como ficaria a criatividade dos concorrentes ao próximo Oscar?
Quase esqueci... só não pegaram o maluco antes por conta das incontáveis greves da PF.. hahahahah
sexta-feira, agosto 03, 2007
Internet não? Blog não? Elton John?
Folha Online - Ilustrada - Elton John pede fim da internet para salvar indústria musical - 01/08/2007
À pedidos do Tommy Boy vou metralhar o coitado do Elton John.
Não irei em momento algum agir como um homofóbico. A orientação sexual alheia não me diz respeito nem mesmo me incomoda. Mas falando em incômodo, posso garantir que FRESCURA e HIPOCRISIA me incomodam e muito.
Eis que o cara acha que a internet é vilã, pois bem a rainha dele nunca o foi, né?! Visão artística à longo prazo?!?!?! Hey True Owner.. what it means?
Ele mesmo já havia tido a brilhante idéia de leiloar seus lindos modelitos pela net, mas agora a mesma net é quem tira o sal da sua janta... que pena!
Agora ele quer ser o promoter dos encontros pelo mundo, hehehe, mal sabe ele que não é a internet que aprisiona as pessoas em suas casas, e sim, o maldito modus operandis dessa loucura que transforam o mundo. Alguns morrem de medo de sair de casa por conta da violência urbana, outros com medo de terroristas, de bombas, ou simplesmente não tem tempo para entretenimento.
E logo ele que é do ramo do entretenimento chega a ser rídulo pregar o fim da internet... Pois é, como ele não entende nada nem de música, quem dirá sobre internet e tecnologia.
Outro incomodo grande é que atualmente ninguem produz musicas originais, e quem um dia o fez, fica viajando na maionese com esses assuntos e não produz nada novo decente.
Até entendo a preocupação dele, mas na boa, a única coisa que gostei de ver com o Elton John foi o Celebrity Death Match da MTV... o OZZY comeu a cabeça dele... hahahahahha... e sabe como eu puder ver isso? Pela internet, lógico!
P.S.: Não achei o video, mas acho que no The Best of CDM dê pra ver o trecho do Ozzy hehehe
À pedidos do Tommy Boy vou metralhar o coitado do Elton John.
Não irei em momento algum agir como um homofóbico. A orientação sexual alheia não me diz respeito nem mesmo me incomoda. Mas falando em incômodo, posso garantir que FRESCURA e HIPOCRISIA me incomodam e muito.
Eis que o cara acha que a internet é vilã, pois bem a rainha dele nunca o foi, né?! Visão artística à longo prazo?!?!?! Hey True Owner.. what it means?
Ele mesmo já havia tido a brilhante idéia de leiloar seus lindos modelitos pela net, mas agora a mesma net é quem tira o sal da sua janta... que pena!
Agora ele quer ser o promoter dos encontros pelo mundo, hehehe, mal sabe ele que não é a internet que aprisiona as pessoas em suas casas, e sim, o maldito modus operandis dessa loucura que transforam o mundo. Alguns morrem de medo de sair de casa por conta da violência urbana, outros com medo de terroristas, de bombas, ou simplesmente não tem tempo para entretenimento.
E logo ele que é do ramo do entretenimento chega a ser rídulo pregar o fim da internet... Pois é, como ele não entende nada nem de música, quem dirá sobre internet e tecnologia.
Outro incomodo grande é que atualmente ninguem produz musicas originais, e quem um dia o fez, fica viajando na maionese com esses assuntos e não produz nada novo decente.
Até entendo a preocupação dele, mas na boa, a única coisa que gostei de ver com o Elton John foi o Celebrity Death Match da MTV... o OZZY comeu a cabeça dele... hahahahahha... e sabe como eu puder ver isso? Pela internet, lógico!
P.S.: Não achei o video, mas acho que no The Best of CDM dê pra ver o trecho do Ozzy hehehe
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